De acordo com a APAV, o distrito de Faro é o segundo com mais mulheres vítimas de violência, com 4.060 casos registados, 17,1 por cento.
Os distritos com mais mulheres vítimas de crimes de violência em 2022 e 2023 são Lisboa, com 5.327 casos, Faro com 4.060 vítimas e o Porto com 3.270, segundo dados da Associação de Apoio à Vitima (APAV).
No Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra Mulheres, que se assinala hoje, a APAV avançou à Lusa que o distrito de residência da maioria das vítimas no feminino em Portugal é o de Lisboa, com 5.327 mulheres registadas, ou seja, 22,4 por cento do número total de vítimas contabilizadas em 2022 e 2023.
Em segundo lugar está o distrito de Faro com 4.060 (17,1 por cento) e em terceiro está o distrito do Porto com 3.270 (13,7 por cento).
Os distritos com menos mulheres vítimas são o da Guarda (65), seguido por Bragança (75) e Beja (91).
Outros distritos com registos da APAV são Braga (2.254), Setúbal (1.710), Coimbra (807), Santarém (744), Vila Real (724) e Aveiro (533).
O autor dos crimes de violência contra estas vítimas é em mais de metade dos casos (68,5 por cento) do sexo masculino e tem entre 36 e os 55 anos de idade (21,2 por cento).
Quase metade dos agressores (47,3 por cento) têm uma relação íntima com a vítima, sendo que em alguns casos são os próprios pais/mães (7,6 por cento) ou filho (a) da vítima.
Metade dos crimes de violência registados entre 2022 e 2023 contra mulheres ocorreu na residência comum (50,8 por cento).
Nos anos de 2022 e 2023, do total de 23.808 vítimas do sexo feminino que chegou ao conhecimento da APAV, 49,8 por cento (11.868) foi alvo de «vitimação continuada».
Entre 2022 e 2023, e do total de 11.868 vítimas no feminino que foi alvo de vitimação continuada, em 28,1 por cento (3.339), a vitimação já durava entre dois a seis anos.
Já no primeiro semestre deste ano, a APAV registou cerca de 15 mil crimes de violência doméstica, um aumento de dois por cento em relação ao período homólogo de 2023, tal como o barlavento noticiou.
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