O Aeroporto de Faro está a bater novos recordes nos movimentos e no desconforto dos passageiros.
Para muitos, o primeiro contacto com o país e a região é uma interminável fila de espera para mostrar o passaporte.
O que antes acontecia durante os picos de tráfego, agora é o dia a dia da zona de chegadas, com crianças a vomitar, desmaios, confusão e até tentativas de agressão e ofensas ao pessoal de acolhimento da ANA, segundo o «barlavento» apurou junto de várias fontes que têm vivido de perto estes problemas.
Considerando uma média de 15 movimentos por hora, com cada voo a trazer 189 pessoas (por exemplo, a bordo de um 737-800 que é uma das aeronaves mais frequentes) é fácil prever a confusão.
A situação piora bastante ao domingo, com o novo B787 a despejar 330 pessoas, quase em simultâneo com outros voos cheios. O «barlavento» sabe que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) fez o reforço de verão e as seis posições de controlo disponíveis estão todas ocupadas e a funcionar.
Mas cada vez que é detetada uma situação que precisa de mais atenção por parte dos agentes (mandatos de captura ou documentos falsos) o tempo de espera na fila aumenta.
Os passageiros não percebem o porquê de mais demoras e desesperam com o martírio. As portas rápidas que deveriam permitir a entrada automática com o passaporte digital da União Europeia não funcionam bem, porque são as originais do projeto piloto, de primeira geração (2004). Nunca foram substituídas e são frustrantes para quem chega e tenta utilizá-las. Aliás, estas portas causam muitos problemas e reclamações.
Nesta sala em particular, o argumento das obras em curso não se aplica, pois não está a decorrer nenhuma intervenção naquele espaço que já não tem capacidade para suportar mais pessoas. O plano de expansão da aerogare prevê um aumento desta área, mas segundo o «barlavento» apurou, caso a tendência de procura pelo Algarve se mantenha, poderá ficar subdimensionada a curto prazo.
Durante os picos matinais de tráfego, os passageiros são obrigados a aguardar dentro dos autocarros, a entrada na sala apinhada de gente. O «barlavento» tentou contactar o porta-voz da ANA Aeroportos até ao fecho da edição 2017 (terça-feira, 12 de julho) sem sucesso.