Concurso de segunda época deixou por preencher mais de 60% das vagas em Medicina Geral e Familiar, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde.
Mais de 60% das vagas abertas para Medicina Geral e Familiar (MGF) ficaram por preencher no concurso de segunda época, que terminou com a ocupação de apenas 50 das 142 vagas disponíveis, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) a que a Lusa teve acesso.
De acordo com a ACSS, além das colocações em MGF, foram preenchidas 15 das 17 vagas abertas na área de Saúde Pública.
Em comparação com 2024, o concurso de segunda época desse ano resultou na ocupação de 63 vagas em MGF, de um total de 225 disponíveis, e de nove vagas em Saúde Pública, num universo de 15.
Tendo em conta que cada médico de família tem, em média, uma lista de 1.550 utentes, a ocupação das vagas agora preenchidas permitirá atribuir médico de família a pelo menos 77.500 utentes, mais de 37 mil dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo, considerada a mais carenciada.
Nesta região existiam 84 vagas abertas para Medicina Geral e Familiar, tendo sido ocupadas apenas 24, o que representa mais de 70% das vagas por preencher.
A nível nacional, a ULS Amadora Sintra foi a unidade local de saúde que mais especialistas em MGF conseguiu colocar, com nove das 12 vagas preenchidas, correspondendo a 75%.
Na região Centro, das 29 vagas abertas em MGF foram ocupadas oito; no Norte, 15 das 18 vagas disponíveis foram preenchidas; no Alentejo, apenas duas das oito vagas foram ocupadas; e no Algarve, das três vagas abertas apenas uma foi preenchida.
Em 2025, considerando o total dos dois concursos realizados para a contratação de médicos recém-especialistas em Medicina Geral e Familiar, foram ocupadas 281 vagas, o que permitiu atribuir médico de família a mais 435.550 utentes.
Na área da Saúde Pública, apenas duas das 17 vagas ficaram por preencher no concurso de segunda época: uma na região Centro, na Unidade Local de Saúde da Guarda, e outra no Alentejo, na ULS Alto Alentejo.