Em jeito de balanço final, a organização do Vilamoura Champions Tour 2015 considera que o evento ultrapassou todas as expectativas, consolidando o hipódromo algarvio como espaço referência de provas equestres de alta competição.
«No panorama europeu, hoje somos o número um, não há dúvidas», vincou António Moura, admitindo que agora o desafio «é manter e melhorar» a qualidade dos eventos Vilamoura Atlantic Tour e Vilamoura Champions Tour em 2016 e aumentar o prize money.
Observando que os eventos que promove ocorrem em épocas diferentes do ano e da preparação dos cavaleiros, António Moura aponta ainda o facto de cada evento ter clientes diferentes. A par da vertente competitiva, este evento acaba por promover cavalos e cavaleiros e uma vertente comercial de compra e venda de cavalos.
António Moura disse mesmo que «foram ultrapassados de longe todos os recordes de negócio que houve alguma vez numa tournée deste género» a nível europeu.
Em termos desportivos, as amazonas dominaram nesta edição do Vilamoura Champions Tour, conquistando os primeiros lugares do pódio das principais provas do evento.
A americana Laura Kraut, a francesa Adeline Hecart e as inglesas Laura Renwick e Kayleigh Watts destacaram-se ao vencerem as provas mais relevantes, nomeadamente os Grandes Prémios e o Ladies World Trophy.
Com um prize money de 490 mil euros, o evento incluiu dois Grandes Prémios de 2 estrelas e dois Grandes Prémios de 3 estrelas. Do total de 100 provas, 12 contaram para o ranking Longines FEI – Federação Equestre Internacional.
A organização já está a preparar o Vilamoura Atlantic Tour 2016 que vai decorrer entre 16 de fevereiro e 03 de abril e para o qual estão abertas as inscrições.
Este ano, o evento contou com a presença de cerca de 900 cavalos e 300 cavaleiros (profissionais e amadores) oriundos de 30 países, tais como Austrália, Argentina, Japão, Bermudas, El Salvador, Estados Unidos da América, Nova Zelândia, Rússia, Israel, Alemanha, Grã-Bretanha, França e Brasil.
Entre o leque de grandes cavaleiros internacionais participantes, destacam-se os irlandeses Bertram Allen (n.º 5 do ranking mundial) e Darragh Kenny, o britânico Nick Skelton (medalha de ouro olímpica de 2012, o belga Gregory Whatelet (vice-campeão da Europa deste ano), a britânica Laura Renwick e americana Laura Kraut.
Domínio feminino
As duas provas mais emblemáticas do Vilamoura Champions Tour foram ganhas na passada sexta-feira, 16 de outubro, por duas cavaleiras cujas performances não deixaram margem para dúvidas entre a assistência e o júri.
A francesa Adeline Hecart ganhou o Grande Prémio CSI 3*, patrocinado pelo município de Loulé logo na primeira mão, ao ser a única cavaleira a conseguir completar a prova sem faltas e dentro do tempo estipulado. A proeza foi conseguida com o cavalo Pasha Du Gue.
A prova que previa fase de barrage (desempate) terminou logo na primeira fase após a participação de 72 conjuntos.
O Grande Prémio disputado tinha como prize money 30 mil euros e foi patrocinado pelo Hilton Vilamoura.
A britânica Kayleigh Watts venceu a competição feminina Ladies World Trophy com o cavalo Winde.
Dos 40 conjuntos iniciais, 18 conseguiram percursos limpos e apuram-se para a segunda mão.
As amazonas participantes mostraram garra e perícia o que obrigou a uma barrage disputada entre 11 conjuntos para determinar a grande vencedora que recebeu um automóvel smart for two.
A sexta-feira ficou marcada ainda pelas vitórias de Laura Renwick (GBR) na prova de 1.40m, de Luís Sabino Gonçalves (POR) na prova de 1.30m, de Kayleigh Watts na provas de 1.20m e de 1.10m.
A realização do Concurso de Saltos Internacional de três estrelas fez entrar em ação desde 24 de setembro, nas pistas de Vilamoura, vários campeões do mundo e muitos medalhados olímpicos.
Com um prize money de 490 mil euros, o evento incluiu dois Grandes Prémios de duas estrelas e dois Grandes Prémios de três estrelas. Do total de 100 provas, 12 contam para o ranking Longines FEI – Federação Equestre Internacional.
O concurso internacional Vilamoura Champions Tour 2015 teve como principais patrocinadores a Caixa de Crédito Agrícola, Inframoura, Turismo de Portugal/Algarve, Câmara Municipal de Loulé e Microprocessador.