No caso desta zona do concelho está em causa a subsistência de mais de 500 famílias que dependem desta atividade, pelo que é necessário criar soluções concretas para resolver os problemas das pessoas, defendeu Conceição Cabrita, vice-presidente da Câmara Municipal de VRSA. Para obter estas soluções, a autarquia e estes profissionais reuniram-se com o secretário de estado do Mar Manuel Pinto de Abreu. Nessa reunião a tutela comprometeu-se a rever os períodos, valores e condições de atribuição dos fundos de compensação, para minimizar os prejuízos dos mariscadores que se veem impedidos de capturar bivalves devido à presença de toxinas. Ficou também acordada a possibilidade de financiar a instalação de uma depuradora em Vila Real de Santo António, para ultrapassar as proibições decretadas pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera, o que daria aos mariscadores a oportunidade de laborar durante todo o ano e de valorizar o preço da conquilha no mercado. A autarquia pediu ainda que o resultado das análises que estão na base das interdições de apanha e captura de moluscos bivalves, tendo em consideração que diversos parâmetros publicados na página do IPMA se encontram desatualizados e reportam apenas aos meses de março ou abril. Já no verão passado, a autarquia viu-se obrigada a efetuar uma parceria para garantir a fiabilidade dos resultados, após dois meses de interdição da apanha de bivalves, nesta zona. Alegadamente, os bivalves estariam a ser analisados noutra zona, comprometendo a validade dos resultados.