Depois de um restauro total, o Chalet de Armação de Pêra, icónico edifício datado de 1908, integra, agora, o catálogo de vilas do resort de Porches.
O palacete cor de vinho nunca passou despercebido junto ao areal de Armação de Pêra, mas é desde o dia 1 de agosto que, depois de sofrer uma requalificação total, começou a funcionar como unidade do VILA VITA Parc Resort & Spa, constituindo-se a sétima vila que o hotel disponibiliza no exterior das instalações principais, em Porches.
«O imóvel foi adquirido já há alguns anos, mas teve de sofrer todas as obras de remodelação porque esteve fechado muito tempo. Não quisemos fazer muitas mudanças e mantivemos a traça antiga, o estilo palacete, porque isso é que lhe dá valor acrescentado, sobretudo para a coleção de vilas privadas em que se insere. Todas têm uma localização privilegiada, mas esta é a nossa cereja no topo do bolo. Hoje em dia, já não se consegue construir uma casa destas características neste tipo de locais», começa por enaltecer Rita Gonçalves, diretora de comunicação do resort.
Conhecida como Chalet das Palmeiras ou Chalet dos Caldas e Vasconcelos, uma vez que se tratava da residência de verão de uma família ligada ao comércio da cortiça por quase 80 anos, a propriedade foi construída no início do século XX e inspirada no clima intelectual e artístico da época, com requintes de art nouveau e bom gosto.
«Estes palacetes eram relativamente comuns no Algarve naquela altura, porque a tradição ditava que as famílias abastadas que viviam no interior, fizessem a temporada de verão perto do mar. Quisemos manter essas características e replicar todo o ambiente familiar, para que o turista venha para usufruir da história e de toda a experiência», explica. «Mantivemos diversos elementos originais, os lustres, as influências marroquinas e os desenhos geométricos nas venezianas e tetos», afirma. Até o chão de madeira e a escadaria, que não podiam ser recuperados dado o nível de desgaste, foram replicados com exatidão.
O chalet, que abriu portas em julho, segue a tendência atual do mercado, isto é, um aumento da procura pela exclusividade e privacidade, que «começou durante a pandemia. As nossas vilas eram sempre ocupadas primeiro ou, pelo menos, tinham a preferência de pedidos de disponibilidade. Essa tendência manteve-se. As pessoas querem vir para um resort, mas nota-se que há uma vontade de estarem num espaço com mais discrição», denota.
Espaço esse que, apesar de se inserir no paredão de Armação de Pêra, junto ao areal, não está apenas pensado para férias de verão. «Estamos com os olhos postos nos meses seguintes, porque a casa pode resultar muito bem em época baixa. Pode ser um palacete de inspiração para residências artísticas, para pessoas criativas se isolarem apenas com aquela vista magnífica sobre o mar e e um tempo ameno», exemplifica.
Quanto às características, o Red Chalet tem dois quartos, com capacidade para quatro pessoas, sendo que depois há ainda um anexo exterior, a White House, com mais dois quartos, que permite uma entrada à parte. «Não se podem alugar em separado, mas pensamos que possa ser ideal para casais, ou para uma família maior, em que as crianças podem ficar com a babysitter no anexo, ou para os adolescentes. Essa é a ideia», explica Rita Gonçalves.
No fundo, é uma alternativa à experiência de um hotel contemporâneo, mas que, neste caso, permite usufruir de todos os serviços, desde o acesso ao Spa e piscinas, à cave de vinhos, aos 11 restaurantes e os iates privados. A estes acrescem os serviços exclusivos de vilas, como a confecção de refeições privadas, com um dos chefs residentes. No Red Chalet, dada a sua localização próxima do Armação Beach Club, os hóspedes podem também praticar vários desportos náuticos.
Em relação a reservas, a estadia mínima são três dias, sendo que é possível fazer temporadas mais longas. Em época baixa, os preços começam nos 2500 euros por noite e no verão ascendem a 4550 euros, com uma estadia mínima de quatro noites.


