Os trabalhadores da Cimpor, após realizarem plenários em Souselas, Loulé e Alhandra decidiram avançar para uma greve de três dias em abril.
A proposta sindical, que abrange revisão salarial, redução do horário semanal de trabalho e a integração no acordo de empresa do plano de Saúde para ativos, reformados e familiares, além de melhorias em direitos e subsídios, foi enviada a 6 de outubro de 2023, à administração.
No entanto, segundo informa hoje a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM), após mais de cinco meses, a resposta da Cimpor foi considerada insuficiente, «oferecendo apenas um aumento salarial de 4 por cento e nenhuma melhoria nas outras questões levantadas».
Segundo aquela força sindical, «o descontentamento dos trabalhadores amplia-se devido à retirada dos complementos de saúde para reformados e familiares, assim como para os atuais trabalhadores que se reformam, além de casos de demissões na sede e processos disciplinares, tentativas de limitações nas férias e eliminação de tolerâncias, e falta de respostas a diversas questões, sobretudo no serviço de prevenção».
A declaração dos trabalhadores destaca a necessidade de a empresa responder de forma satisfatória às propostas sindicais, em vez de realizar reuniões com diretores e chefias após os plenários para tentar «uma mentira repetida muitas vezes se tornar verdade, referindo-se ao suposto aumento de 4,5 por cento que foi apresentado e depois retirado».
Nos processos negociais conduzidos pela FEVICCOM, os trabalhadores reafirmam um papel preponderante na definição das reivindicações e decisões.
Em resposta à situação, os trabalhadores expressam «disponibilidade para uma negociação que garanta uma solução justa, esperando que a empresa tome as medidas necessárias» para que tal possa acontecer.
A fábrica de Loulé celebrou 50 anos de atividade em setembro de 2023, tal como o barlavento noticiou.