Farense culminou as celebrações dos 111 anos com uma boa exibição frente ao Sporting de Braga mas, também com muito desperdício. Já na compensação, os minhotos cumpriram a velha máxima: quem não marca, sofre, e os algarvios perderam por 1-2.
A primeira grande oportunidade foi para o Farense, aos 10 minutos. Foi Ryan Gauld a obrigar Matheus a sujar o equipamento para uma defesa apertada.
Os algarvios estavam mais acutilastes e ao minuto 18 voltaram a criar muito perigo! Bilel, aproveitando uma bola longa de Beto e um erro de Borja, rematou cruzado para uma defesa difícil do guardião bracarense, com Pedro Henrique a atirar à malha lateral na recarga.
Os visitantes reagiram ao minuto 29 mas César, imperial, acabou com as aspirações de Ricardo Esgaio e cortou para o canto. E em má hora o fez. É que, na cobrança da bola parada, João Novais assistiu Al Musrati, que apareceu a cabecear sem oposição para o fundo da baliza, fazendo o 0-1.
Volvidos cinco minutos, o Farense copiou a fórmula adversária e chegou à igualdade num lance quase igual. Foi Ryan Gauld a cobrar o canto e Pedro Henrique, nas alturas, a aproveitar uma saída falhada de Matheus.
O jogo estava vivo e cheio de intensidade e o Braga, no minuto seguinte, ficou a centímetros de voltar a ganhar vantagem. Esgaio teve todo o espaço para assistir Ricardo Horta que, com tudo para fazer o golo, atirou ao lado.
Quem não aguentou tanta pedalada foi Fabrício Isidoro…o médio do Farense lesionou-se e teve de ser substituído aos 40 minutos, por Madi Queta, dando uma dor de cabeça a Jorge Costa antes da ida para o descanso.

Antevia-se uma pressão forte por parte do Sporting de Braga na segunda parte e aconteceu. Os minhotos entraram mais organizados e acutilantes, causando grandes calafrios à defensiva do Farense.
Apesar da pressão muito intensa, só ao minuto 72 existiu uma verdadeira situação para a equipa forasteira. Galeno isolou Sporar que, na hora de fazer o golo, viu César a salvar a baliza farense e a afastar o perigo.
Jorge Costa sentiu a necessidade de refrescar a equipa e lançou Mansilla para o lugar de Bilel, numa alteração que voltou a acordar o Farense.
Ao minuto 80, Pedro Henrique respondeu com um cabeceamento a um belo cruzamento de Ryan Gauld e obrigou Matheus a uma enorme intervenção. E ao minuto 88, que ocasião para o Farense! Foi na sequência de um canto de Ryan Gauld, com Matheus a negar, por duas vezes, em cima da linha, o golo algarvio!
Com tanto desperdício, o pior aconteceu ao Farense já em período de compensação. Galeno abriu a defesa dos Leões de Faro e Sporar, à segunda, atirou o Farense ao chão.
Com este resultado, castigador para tanto desperdício, a equipa de Jorge Costa mantém os 22 pontos e queda-se no 16º lugar do campeonato. Na próxima jornada, o Farense vai à ilha da Madeira defrontar o Marítimo, sábado, 10 de abril, às 15h00.