Segundo um projeto de diploma a que o «barlavento» teve acesso, e que deverá ser publicado muito em breve, a quota ibérica para 2016 para a pesca da sardinha será igual à de 2015, na ordem das 19 mil toneladas.
Estão também previstas algumas alterações que beneficiam os pescadores algarvios. As capturas serão por embarcação, variando em função da arqueação das mesmas e iguais para todas as Organizações de Pescadores. No passado, eram baseadas nas capturas destas entidades.
Em março e abril, o limite de descarga está nas 200 toneladas, não podendo exceder cinco por cento do total de pescado capturado, com um máximo de 150 quilogramas por dia. De 1 de maio a 31 de julho, as embarcações podem capturar, por dia 1,5 toneladas (barco até nove metros de fora a fora); 2,250 toneladas (embarcações entre 9 e 16 metros) e 3,375 toneladas (navios com mais de 16 metros). Durante o mês de maio, a descarga e venda de sardinha só pode efetuar-se uma vez por dia e será interdita, entre as 0h00 e as 24horas de todas as quartas-feiras.
É limitada a descarga, entre 1 de março e 31 de julho, a 6800 toneladas, das quais 6698 toneladas são destinadas às embarcações cujos armadores pertençam a Organizações de Produtores (OP) e 102 toneladas aos independentes. Os pescadores algarvios estão satisfeitos com estas previsões. Segundo o presidente da Barlapescas, Mário Galhardo, «protege-se o stock e deixa-se maior quantidade de sardinhas para vender, quando estão mais gordas e alcançam melhor preço na lota».