Os deputados do Partido Socialista (PS), eleitos pelo círculo de Faro, promoveram, na semana passada, uma audição pública sobre o Alojamento Local, em Lagoa. Foram diversas as contestações, dúvidas e críticas que encontraram no grupo de portugueses e estrangeiros que encheu a plateia do Auditório Municipal e que quis saber mais sobre o previsto aumento das taxas incluído no Orçamento de Estado para 2017.
Do debate, agora organizado pelos deputados socialistas, estes representantes destacam algumas conclusões como «a necessidade de qualificar a oferta do Alojamento Local, assegurando a diferenciação», o incremento de «indicadores de segurança e transparência na publicitação da oferta disponível».
A maior preocupação destes proprietários é que o aumento desta taxa desmotive novos empreendedores a legalizar imóveis que sirvam como Alojamento Local e de que este acréscimo no imposto não seja apenas pontual, podendo voltar a subir num futuro próximo. Segundo intervenções na plateia, ninguém gosta de ouvir que terá que pagar ainda mais impostos, mas é verdade que há discrepâncias fiscais neste sector, quanto comparado com o alojamento tradicional ou a hotelaria.
Autarcas, empresários, representantes de associações regionais, concordam que há que incentivar levar mais pessoas a optar pelo mercado legalizado, mas não concordam que o método agora usado seja a melhor hipótese.
Concordam ainda que, o Alojamento Local é uma mais valia na criação de emprego, na dinamização da economia e na requalificação urbana. É importante, desta forma, na opinião dos deputados socialistas, «assegurar estabilidade fiscal e a simplificação dos procedimentos fiscais».