O PS Algarve questionou a ministra do Ambiente e Energia sobre qual o motivo da região ainda não ter um plano plurianual de dragagens e quando prevê o governo a adjudicação do mesmo.
Os deputados do Partido Socialista (PS) eleitos pelo distrito de Faro, Luís Graça e Jorge Botelho, querem saber qual a razão para a não implantação de um plano plurianual de dragagens no Algarve que garanta a necessária manutenção das barras e canais de navegação na região, como acontece nos portos do Norte do país.
Numa pergunta dirigida à ministra do Ambiente e Energia, os parlamentares socialistas destacam que a pesca costeira e artesanal continua a ser uma das «mais tradicionais» atividades económicas de afirmação e promoção do Algarve, para a qual «a garantia de condições de segurança nas barras e nos canais de navegação é um dos aspetos cruciais».
Para isso, em zonas de forte erosão costeira como o Algarve e em áreas de intensa acumulação de sedimentos, como a Ria Formosa e a Ria de Alvor, «a regularidade das dragagens é a única forma de manter os canais navegáveis, portos e áreas costeiras acessíveis para as atividades marítimas e praias e zonas balneares com areia suficiente para todos os que procuram o sul do país para férias e lazer».
«Por estes motivos, o Grupo Parlamentar do PS, em particular os deputados eleitos pelo distrito de Faro, têm vindo a defender a necessidade de o governo prever, ao nível do Orçamento de Estado, um plano plurianual de dragagens que garanta a necessária manutenção das barras e canais de navegação na região», lembra-se na pergunta ao governo, também subscrita pelos deputados do PS na Comissão de Ambiente e Energia.
Os socialistas algarvios recordam ainda que «esta ambição foi transposta pelo governo do Partido Socialista para a Lei do Orçamento de Estado de 2024, que previa a execução de um Plano Plurianual de Dragagens para o Algarve 2024-2026, num investimento global de cerca de 8,5 milhões de euros».
Apesar de previsto no Orçamento do Estado desde 2024, e da «indiscutível importância das dragagens para a economia do mar», sublinha-se que «nenhuma das intervenções previstas pela DGRM foi executada».
Tendo sido conhecida, no início de julho, a adjudicação de um conjunto de dragagens nos portos no norte do país no valor de 6,4 milhões de euros, os parlamentares do PS denunciam que «nada se sabe sobre a execução do que estava programado para o Algarve, onde estão registadas várias barras com forte assoreamento colocando em perigo a navegação, a segurança das pessoas e das atividades económicas».
Luís Graça e Jorge Botelho querem, por isso, saber «qual a razão para que o Plano Plurianual de Dragagens não esteja a ser implementado no Algarve», assim como quando prevê o governo a adjudicação das dragagens previstas, «a exemplo do que fez para os portos do Norte do país».