O arranque experimental deste novo modelo na região de saúde do Algarve foi testado, ao longo do dia, pela equipa de profissionais destas unidades do Centro de Saúde de Olhão, com sucesso, estando prevista a sua implementação gradual nas restantes unidades da região até ao final do primeiro trimestre deste ano.
Susana Pereira Costa, uma das médicas da USF Mirante que experimentou o novo modelo, destaca as mais-valias deste sistema, quer para os profissionais quer para os utentes: «funciona muito bem, é fácil e intuitivo e user friendly. É uma enorme simplificação e torna o processo mais rápido. Para os utentes, mesmo aqueles mais resistentes à mudança, é muito atrativo, visto que é possível emitir uma guia de tratamento mais simplificada do que a receita atual, o que o torna num bom sistema de transição». E «vai diminuir as vindas ao centro de saúde por motivo de perda de receita», acrescenta.
A «Receita sem Papel», ou «Desmaterialização Eletrónica da Receita», é um novo modelo eletrónico que inclui todo o ciclo da receita, desde da prescrição do médico, da dispensa na farmácia e conferência das faturas no CCF (Centro de Conferência de Faturas). Este projeto, iniciado em junho de 2013, através do arranque da prescrição eletrónica centralizada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), visa a substituição gradual da receita em papel, através do envio de dados em circuito eletrónico. A receita pode até ser enviado via sms para o telemóvel do utente. O novo modelo funciona em estreita articulação com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, e o Núcleo de Sistemas de Informação e Comunicação da ARS Algarve.
Projeto experimental de receitas sem papel arranca em Olhão