O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), por intermédio do deputado Paulo Sá, eleito pelo Algarve, questionou, na semana passada, Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, sobre o reforço, este ano, do orçamento da Universidade do Algarve.
Isto porque, o anterior governo PSD/CDS adotou uma «estratégia deliberada de desresponsabilização do Estado no financiamento do ensino superior público», na qual «a Universidade do Algarve foi arrastada para um caminho de incerteza, que ameaçou comprometer a sua capacidade de qualificação, inovação e valorização social e económica do conhecimento», acusou o PCP.
«Os sucessivos cortes na transferência de verbas do Orçamento do Estado para a Universidade do Algarve, impostos pelo anterior governo, criaram uma situação financeira extremamente adversa», em que as «verbas cobrem apenas 75 por cento das despesas com pessoal», denunciou o partido.
Por esta razão, continuou o PCP, a UAlg «desenvolveu um importante esforço de contenção da despesa e de aumento das receitas próprias, tentando evitar que fossem ainda mais comprometidas a formação inicial e avançada e as atividades de investigação científica, assim como os direitos laborais dos seus funcionários, docentes e não docentes». Ainda assim, segundo os comunistas, a academia continuará a necessitar de um reforço de verbas no próximo ano.