A administração do Hotel Crowne Plaza Vilamoura terá despedido um dirigente, um delegado sindical e um ativista sindical, que trabalhavam naquela unidade hoteleira, segundo denunciou a Comissão Concelhia de Loulé do Partido Comunista Português (PCP), em nota de imprensa, na semana passada.
«O motivo invocado, que só se pode enquadrar na prática abusiva contra os direitos dos trabalhadores, consistiu no facto de estes dirigentes e ativistas sindicais, em pleno usos dos seus direitos contidos na lei, juntamente com outros trabalhadores do hotel, terem participado na distribuição de um comunicado de denúncia da degradação salarial e das condições de trabalho, denunciando também o aumento da precariedade e da galopante repressão patronal», avança a concelhia.
Segundo a mesma nota, a Comissão local do PCP repudia esta atitude, «completamente desgarrada de qualquer prática democrática e do mínimo respeito pelos mais elementares direitos que assistem aos trabalhadores, tanto mais, quando são estes que, com o seu esforço, lhe proporcionam os lucros que arrecadam».
A situação já terá sido denunciada também ao Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República, que tomou a iniciativa de questionar o governo em relação a esta situação. Por fim, a Comissão Concelhia de Loulé do PCP, solidariza-se com os trabalhadores que terão sido despedidos e com a luta pela reposição da legalidade, da justiça, bem como a luta pelos direitos universais, nos quais se inclui como fundamental, o direito ao trabalho.
«Assiste-se hoje no Algarve, 42 anos depois do 25 de Abril, na era da democracia e da liberdade e após uma revolução que repôs direitos roubados durante décadas aos trabalhadores e ao povo português, a uma feroz repressão levada a cabo pelo grande patronato do sector do turismo, precisamente num tempo, em que este» apresenta bons indicadores, lê-se ainda. Os comunistas de Loulé enumeram ainda diversas outras ações que, alegadamente algumas entidades patronais no sector da hotelaria têm levado a cabo. «Recusa de aumentos salariais, de pagamento de horas extraordinárias e de salários em atraso», exemplifica a comissão concelhia.