Uma dezena de Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) foram instalados em pontos estratégicos do concelho de Silves na sequência de um protocolo assinado na sexta-feira, 29 de julho pela Câmara Municipal de Silves e pela Associação Mutualista Montepio.
Na parceria foram ainda essenciais mais duas entidades que se associaram ao projeto pioneiro: a Cruz Vermelha e a Associação de Socorros Mútuos João Deus.
Ao «barlavento», a vereadora da autarquia Luísa Conduto Luís explicou que «o Montepio permitiu que o concelho de Silves seja o primeiro no país a concretizar este projeto. Forneceu-nos os DAE que estão colocados em vários» equipamentos municipais.
A intenção é preparar assistência imediata, por isso a autarquia escolheu pontos de grande afluência, como o Castelo de Silves, um equipamento municipal na Rua da Sé, espaços nas freguesias de São Marcos da Serra e São Bartolomeu de Messines.
No caso de Armação de Pêra, a vereadora adiantou que dois desfibrilhadores «foram colocados em apoios de praia, porque, nesta altura, a população ascende aos cem mil visitantes». Como fica reduzido a três ou quatro mil durante o inverno, os desfibrilhadores serão depois deslocalizados para a escola da vila.
A autarca considerou benéfica para a população os DAE, acrescentando que, em breve, há a intenção de estender a iniciativa a outros locais e freguesias. Os aparelhos estarão à disposição da população residente e visitante de forma permanente, em particular durante a realização de grandes eventos, podendo ser a diferença entre a vida e a morte.
Aliás, foi por esta razão que a Associação Mutualista Montepio Geral, com 630 mil associados em todo o país, decidiu ser a peça fundamental nesta parceria, financiando os DAE. Segundo Carlos Bispo, administrador daquele organismo, «desde a primeira hora, o presidente da instituição identificou este projeto com o ADN» do grupo.
«Julgo que seria desejável» que este projeto fosse replicado noutros pontos do país, disse ao «barlavento» Fernando Ribeiro Mendes, também administrador da Associação Mutualista Montepio Geral. Ou seja, para este responsável seria positivo se a parceria fosse um exemplo de uma boa prática, que levasse outras instituições a aplicarem-no.
«O investimento não é algo de brutal e está ao alcance de muitas instituições se assim o entenderem. Acho que» a Câmara Municipal de Silves tem muito mérito em avançar neste sentido», sublinhou o administrador, que se mostrou «orgulhoso» por a associação ser a parceira neste projeto pioneiro.
O contacto com a autarquia não começou agora. «Há uma relação que se foi estabelecendo ao longo do tempo, também muito auxiliada» pelo presidente da Mutualidade João de Deus, Donato Ramos, «que se empenhou em aproximar-nos da Câmara».
O responsável admite mesmo que há «interesse em aprofundar a parceria e todas as condições para desenvolver» outras na área do apoio às necessidades da população. Em paralelo, a Cruz Vermelha foi a responsável por dar formação aos funcionários da Câmara e às pessoas que estão nos apoios de praia.
«Por enquanto será assim, pois ainda não é permitido qualquer pessoa usar os DAE, ainda que noutros países já o aconteça», concluiu a vereadora da autarquia.