O Algarve e o algarvios têm sido negligenciados pelo Estado Central no que se refere aos transportes, senão vejamos, quantos de nós já tentámos ir de transportes públicos de Olhão até Gambelas? De Faro até Vale do Lobo? Pois quer no primeiro, quer no segundo caso, qualquer estudante universitário ou profissional desespera, colocando em causa o seu sucesso académico e profissional, tendo que fazer uma ginástica criativa para se deslocar. Para não falar do custo associado, muito mais que o praticado em Lisboa. Se a rede de transportes (públicos e particulares) não responder aos fluxos particulares e profissionais, logo a estes pequenos problemas, não serve o desenvolvimento regional. E isto só é possível com uma visão integradora da mobilidade, analisando os seus fluxos de mobilidade municipais e intermunicipais, sendo necessária uma melhoria na rede de transportes intermodal e inter-regional no Algarve. É necessário nos próximos meses reforçar as dotações financeiras e cumprir na íntegra o projeto de requalificação da EN125 (de Sagres a Vila Real de Santo António), principalmente no que respeita a variantes e circulares que retirem as viaturas dos centros das cidades, melhorando a circulação e reduzindo o risco de acidentes, mas principalmente ter uma estratégia integradora regional dos vários meios de transporte (coletivos e particulares) criando ligações consistentes e adequadas aos fluxos entre os vários meios de transporte rodoviários e ferroviários que permitam uma verdadeira alternativa à mobilidade individual e profissional. Também a importância estratégica económica do Aeroporto de Faro também exige uma maior atenção. Este tem sido para mim um dos maiores entraves ao desenvolvimento económico da região. Pensem nisto. *Vice-coordenador Regional da Ordem dos Economistas Presidente do PS/Olhão