O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, assumiu, ontem, dia 16 de fevereiro, durante uma audiência solicitada pela presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, que está em curso uma «avaliação rigorosa e transparente sobre os constrangimentos, dificuldades e problemas que enfrenta o Serviço Nacional de Saúde no Algarve».
Nesta avaliação está incluído o rumo do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), sendo garantido pelo ministro que só após a conclusão dessa análise «serão definidos caminhos para a organização do Serviço Nacional de Saúde na região» e fixado o modelo a seguir.
Para a Câmara Municipal de Portimão importa que o hospital do Barlavento volte a disponibilizar os serviços e volte a desempenhar o papel central nos cuidados de saúde, junto das populações dos concelhos desta zona da região, tal como estava a ser assegurado até julho de 2013, data da criação do Centro Hospitalar do Algarve e «do propositado esvaziamento de valências e especialidades ocorrido nos hospitais de Portimão e Lagos», refere a nota de imprensa da autarquia.
Neste encontro, em que participaram ainda os deputados socialistas, António Eusébio, presidente do PS Algarve, e Luís Graça, deputado na Comissão Parlamentar de Saúde, o Ministério da Saúde assumiu ainda que o Algarve é uma «prioridade política para o governo» e que, em breve, «entrará em funções uma nova equipa para dirigir o Centro Hospitalar do Algarve, para que se ultrapasse esta fase difícil nos cuidados de saúde na região e de conflitualidade permanente com os profissionais de saúde», adianta o mesmo documento.
«Importa, em face desta reunião com o ministro da Saúde, refutar todas as especulações que nos últimos dias foram intencionalmente colocadas a circular com o objetivo claro de incendiar a região e destruir o que por falta de tempo não conseguiram em três anos destruir», acrescenta a autarquia.
«A presidente da Câmara Municipal de Portimão está, como sempre, na primeira linha da defesa da qualidade dos cuidados de saúde, exigindo hoje, como ontem, a garantia de acessibilidade das populações aos serviços médicos e hospitalares», concluiu a Câmara Municipal de Portimão neste documento.