O Algarve vai ter mais 18 salas de ensino pré-escolar público para 400 crianças que até aqui estavam sem vaga, anunciou hoje o ministro da Educação, em Faro, após a assinatura de um protocolo com seis autarquias.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, fez o anúncio aos jornalistas na capital algarvia, onde participou na assinatura de acordos de colaboração para a abertura e funcionamento de salas de educação pré-escolar com as autarquias de Albufeira, Lagoa, Lagos, Portimão, Faro e Tavira, às quais se juntará depois Loulé, que vai subscrever o acordo, observou.

Fernando Alexandre considerou que o acordo celebrado hoje com os referidos municípios do distrito de Faro são «boas notícias para o pré-escolar» do Algarve, que vai contar com 18 novas salas para cerca de 400 crianças «poderem ter um lugar no pré-escolar».
«E isto resulta de um trabalho muito articulado entre o Governo e as autarquias, que se unem. E é assim que tem de funcionar, é assim que nós vamos resolver o problema do nosso país, para resolver um problema que, nesta região, para além da falta de professores, também é muito grave, que é a cobertura do pré-escolar», destacou o ministro.
O titular da pasta da Educação no governo liderado por Luís Montenegro reconheceu, contudo, que ainda é necessário «um trabalho adicional» para responder ao «grande desafio» que enfrenta a rede pública de ensino pré-escolar no distrito de Faro.
«Aquilo que estamos a fazer em articulação com as autarquias é, para já, encontrar soluções temporárias, mas que, depois, possam dar origem à resolução estrutural deste problema da falta de capacidade de respondermos aos pedidos para a inscrição no pré-escolar», afirmou.

Com a abertura dessas 18 salas de pré-escolar, o Algarve vai ficar com uma «parte significativa» das necessidades de pré-escolar «suprida», disse também o governante, admitindo, contudo, que «ainda ficam alguns alunos de fora», mas sem precisar quantos.
Fernando Alexandre manifestou a disponibilidade do Ministério da Educação para «aumentar as aulas» hoje protocoladas, mas sublinhou a importância de ter em conta que a prioridade é colocar crianças ainda sem resposta.
«As aulas que hoje foram protocoladas estão a ser feitas com uma análise que não é perfeita (…), há pais que podem ter matriculado um filho num infantário privado, cooperativo, numa IPSS, e mesmo assim tenham colocado a matrícula no portal das matrículas, à espera de lugar no público», argumentou.

O ministro disse ser defensor da «universalidade e gratuitidade do pré-escolar» e considerou que, por isso, se deve «oferecer no público» uma resposta, mas sublinhou que «algumas famílias, obviamente suportando um encargo financeiro, têm a situação resolvida» e a prioridade deve ser para quem não pode suportar esse custo.
«E nós temos de ter aqui algum equilíbrio na forma como resolvemos isto, porque a prioridade é de facto garantir que aqueles que não têm mesmo capacidade financeira e não conseguiram colocar as crianças num infantário vão agora a partir da rede pública conseguir ter essa garantia», justificou o governante.
Fotos: Maria Simiris / barlavento.