O Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão, o mais antigo do Algarve, vai reabrir na sexta-feira, dia 27 de julho. A cerimónia de terá lugar às 11h00, no edifício do Departamento Marítimo do Sul.
O espaço esteve encerrado desde o incêndio que deflagrou na Biblioteca Infante D. Henrique e afetou colateralmente o núcleo museológico, em maio de 2015.
Na altura, a Marinha decidiu fechar o museu para «repensar a forma de melhorar a sua visibilidade para o público nacional e muitos estrangeiros que o pretendem visitar».
Em setembro de 2016, ponderou-se a hipótese de instalar o espólio, sob a gestão técnica do Museu de Marinha, num outro local da cidade, «digno para o efeito, já que este museu está dentro de portas de uma instituição militar, sem vocação exclusiva de museologia», desde 1964.
A Câmara Municipal de Faro manifestou intenção de avançar com um protocolo, e ceder as antigas instalações do Governo Civil, no Arco da vila, ambição que acabou por não se concretizar.
Ainda assim, a Marinha decidiu recuperar a museologia original, que exibe uma coleção etnográfica sobre a atividade marítima e a pesca algarvia em três salas distintas – Baldaque da Silva, Lyster Franco e Manuel Bivar.
A coleção inclui modelos à escala de navios de pesca e outras embarcações históricas, aparelhos e utensílios de pesca, instrumentos de navegação, aparelhos de bordo, e material diverso.
A cerimónia de reabertura contará com a presença, de Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, Alexandra Gonçalves, diretora regional da Cultura e do vice-almirante Mourão Ezequiel, diretor da Comissão Cultural da Marinha, entre outras entidades
O Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão foi criado em 4 de janeiro de 1889, sob o nome Museu Industrial Marítimo da Escola Pedro Nunes.
A sua coleção formou-se a partir de objetos e modelos mandados construir a título particular pelo oficial da Armada António Artur Baldaque da Silva, coleções estas que estiveram inclusivamente em Paris, na exposição universal de 1900.
Posteriormente, em 1916, as coleções foram formalmente entregues à Marinha, designadamente à extinta Escola de Alunos Marinheiros do Sul.
Destaca-se o contributo do então comandante Ramalho Ortigão, na preservação, reorganização e posterior fundação do Museu, em 1931 no Departamento Marítimo do Sul, então no Largo da Sé.
Em 1946 passa a designar-se Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão, em homenagem ao seu fundador, tendo-se instalado definitivamente nas atuais instalações entre 1962 e 1964.
Passará a estar aberto a visitas entre as 14h30 e as 16h30 de terças, quintas e sextas-feiras, reservando-se as quartas-feiras para as visitas de grupo com marcação.



