O CDS-PP Algarve saúda o avanço do concurso do Hospital Central e acusa o PS de ter falhado a decisão durante anos, defendendo a opção por uma Parceria Público-Privada.
O Centro Democrático Social – Partido Popular (CDS-PP) Algarve considera que a decisão do Governo de avançar com o concurso público internacional para a construção do novo Hospital Central do Algarve representa «um marco histórico» para a região e para o país.
Em nota enviada hoje às redações, os centristas algarvios sublinham que a aprovação do lançamento do concurso em Conselho de Ministros põe termo a «mais de duas décadas de promessas falhadas, estudos inconclusivos e primeiras pedras simbólicas», defendendo que o investimento constitui um passo decisivo num dossiê que se arrastava há vários anos.
Segundo o CDS-PP Algarve, o avanço do processo resulta de «vontade política e sentido de missão», permitindo cumprir o compromisso assumido pela coligação PSD/CDS-PP com os algarvios. Na nota é citada uma declaração do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, segundo a qual «mais de duas décadas depois de anúncios, promessas e primeiras pedras, uma das mais importantes obras na saúde em Portugal vai acontecer».
O partido destaca que o investimento, superior a 420 milhões de euros, será concretizado em regime de Parceria Público-Privada (PPP), opção que os centristas apresentam como determinante para desbloquear o processo e garantir a concretização da obra, classificando-a como uma escolha estrutural para a região.
Na nota, o CDS-PP Algarve enquadra a construção do Hospital Central do Algarve «à luz da Doutrina Social da Igreja, defendendo a saúde como um direito humano fundamental e invocando princípios como a dignidade da pessoa humana, a subsidiariedade e a solidariedade».
O partido cita o Papa Francisco para sustentar a necessidade de assegurar o acesso universal à saúde, considerando que o hospital constitui «um imperativo de justiça social» numa região que, segundo os centristas, tem sido sucessivamente esquecida nos grandes investimentos estruturais.
Os centristas do Algarve apontam ainda as carências existentes nos hospitais de Faro e de Portimão, bem como a dificuldade em atrair e fixar profissionais de saúde, como fatores que tornam o novo hospital indispensável para responder às necessidades de uma população próxima de meio milhão de habitantes.
No plano político, o CDS-PP Algarve critica a posição do Partido Socialista (PS) na região, lamentando que os socialistas tenham «escolhido este momento para atacar o Governo».
O partido afirma ainda que os executivos socialistas entre 2015 e 2024, período em que o PS governou com maioria absoluta, «falharam a última oportunidade» de lançar o concurso, apesar de, segundo os centristas, terem disposto de tempo, recursos e condições políticas para o fazer.
Na mesma nota, o CDS-PP Algarve defende que «governar é decidir» e sustenta que foi o atual Governo, do qual o partido faz parte, que assumiu a decisão de avançar com o concurso, afirmando que «estudos não constroem hospitais, nem comunicados tratam doentes».
O comunicado inclui ainda referências a figuras do pensamento democrata-cristão, como Adriano Moreira e Adelino Amaro da Costa, para sublinhar a ideia de que a política deve ser entendida como um serviço à comunidade e orientada para a ação concreta.
Em suma, os centristas consideram que o Hospital Central do Algarve representa «mais do que uma infraestrutura de saúde, traduzindo uma visão estratégica para a região, assente na melhoria da qualidade de vida, na valorização do território e na capacidade de resposta tanto aos residentes como aos visitantes».
O CDS-PP Algarve reafirma ainda o compromisso de continuar a trabalhar em áreas consideradas estruturais, como a saúde, a habitação, a mobilidade e a gestão sustentável da água.
A nota é assinada por Rodrigo Borges de Freitas, presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP Algarve.
O Conselho de Ministros aprovou hoje a construção do Hospital Central do Algarve, um investimento de 420 milhões de euros a ser realizado através de parceria público-privada (PPP), anunciado pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, o governante acrescentou que a PPP terá a duração de 26 anos, estimando-se que o investimento total ascenda a cerca de 1.100 milhões de euros.