CCDR Algarve saúda a decisão do Governo de lançar o concurso do Hospital Central, considerando-a um «ato de justiça» para o Algarve.
O lançamento do concurso para o Novo Hospital Central do Algarve constitui «um ato de justiça para com o Algarve e os algarvios» e reabre «uma janela de esperança» quanto à resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região.
A posição é expressa hoje pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, José Apolinário, na sequência da decisão tomada em Conselho de Ministros relativa à abertura do concurso para tão aguardado equipamento.
Em declaração pública enviada às redações, José Apolinário saúda a decisão do XXV Governo de Portugal, liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, considerando que o avanço do processo representa «um passo determinante para a melhoria da resposta hospitalar do SNS no Algarve e para a correção das desigualdades regionais no acesso à saúde».
Segundo o presidente da CCDR Algarve, trata-se de «um investimento aguardado há muitos anos, previsto no Plano Regional de Ordenamento do Território desde 2007, assumido como uma prioridade com amplo consenso regional e essencial para a melhoria dos cuidados de saúde hospitalares prestados a naturais e residentes na região».
José Apolinário sublinha ainda que o dossier do Novo Hospital Central do Algarve é da responsabilidade técnica da respetiva estrutura de missão.
Nesse enquadramento, destaca a colaboração técnica desenvolvida pelas unidades de Ambiente e de Ordenamento do Território da CCDR Algarve, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Administração da Região Hidrográfica do Algarve, bem como com o Município de Loulé, trabalho que permitiu criar as condições para que esta decisão política e esta janela de esperança se tenham reaberto.
O presidente da CCDR Algarve realça igualmente o total empenho dos municípios de Faro e de Loulé na cedência do lote de terreno destinado à construção do futuro Hospital Central do Algarve.
José Apolinário enquadra o projeto como um investimento estruturante e inadiável numa região que, no final de 2024, contribuía com 4,94% do Produto Interno Bruto nacional e que continua a registar crescimento económico e demográfico.
Foto: Bruno Filipe Pires