Um homem armado com uma caçadeira barricou-se, esta manhã, nas instalações da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagos, fazendo três reféns, um dos quais a presidente desta entidade.
O português, armado, baleou um polícia ao início da manhã, aquando da chegada das autoridades ao local, mas o agente acabou por não sofrer ferimentos graves.
Na zona onde se situa a CPCJ de Lagos, junto à Escola Secundária Júlio Dantas, foi montado um perímetro de segurança, estando o local vedado. As autoridades também já estão a negociar com o sequestrador, estando em Lagos uma equipa do Grupo de Operações Especiais da PSP. Na zona, ninguém entra ou sai dos edifícios mais próximos.
Ainda não foram divulgadas as razões que levaram o homem a barricar-se, mas já foi avançado por diversos meios de comunicação social nacionais que o português terá dois filhos que foram retirados da sua guarda.
Ao início da manhã, a Polícia de Segurança Pública publicava no seu facebook uma confirmação de que esta situação estaria a ocorrer em Lagos. «A PSP confirma que está, neste momento, em curso um incidente tático-policial na cidade de Lagos (Algarve).
A situação está a ser localmente avaliada pelo nosso efetivo do Comando Distrital de Faro com o apoio da Unidade Especial de Polícia que está no local. A PSP dará informações adicionais assim que se justificarem, agradecendo desde já a compreensão e colaboração de todos».
Desfecho pacífico para um potencial drama
Depois de oito horas de negociações com «avanços e muitos recuos», a situação acabou por ser controlada sem o recurso à força. Quando se entregou às autoridades, ao inicio da noite de 5 de outubro, o homem estava armado com uma pistola de calibre 7.65 milímetros e uma caçadeira de canos serrados -, bem como várias munições, nomeadamente 29 cartuchos de calibre 12 e 24 munições, e um punhal de mato. Refira-se que um dos reféns era um militar da GNR que estava sem uniforme, prestar de serviço no âmbito do Escola Segura. Estiveram também reféns psicóloga e um professor, ambos colaboradores da CCPJ. António Duarte barricou-se devido a terem-lhe sido retirados os filhos, no decorrer de um processo de violência doméstica, um rapaz e uma rapariga de 14 e 15 anos, respetivamente. Refira-se que a primeira intervenção da PSP foi recebida a tiro, tendo um agente ficado ferido sem gravidade. Por último, a CPCJ de Lagos ocupa um espaço em um prédio de sete andares numa zona residencial, perto da Escola Secundária Júlio Dantas e do Mercado de Santo Amaro.
Foto: SIC/notícias.