Luís Marques Mendes apresentou hoje, em Faro, Macário Correia como mandatário distrital da sua candidatura à Presidência da República, nas eleições de janeiro de 2026
O candidato à Presidência da República, Luís Marques Mendes, esteve esta tarde na escola EB 2,3 de Montenegro, onde explicou aos jornalistas a escolha do mandatário.
«Tenciono ter, digamos assim, nas pessoas que me apoiam, o melhor que há na sociedade portuguesa, nas várias áreas. Macário Correia é um desses exemplos. Tem uma capacidade de trabalho invulgar, notável. Acho que o país nem tem bem a ideia. É uma pessoa de uma dedicação ao serviço público extraordinária. Vive o serviço público com paixão e com ambição. E, finalmente, também não menos importante, é uma pessoa de princípios, de valores, que acredita muito, de facto, na autenticidade, na generosidade e na solidariedade», elogiou o histórico do PSD, lembrando os tempos em que partilharam fileiras políticas.
Marques Mendes também deixou uma palavra de apreço a Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, «que convidei para a minha Comissão de Honra e que me deu também o prazer de aceitar. Por isso, estou muito grato e sinto-me muito bem aqui no Algarve», resumiu.
Por sua vez, Macário Correia, apesar de ter dito que não se envolveria na vida política ativa, justificou com uma exceção.
«É verdade que disse isso e é verdade que afastei, durante muitos anos, a ideia de ter qualquer cargo político executivo. Penso que isso perdura, é uma convicção que está assumida e é coerente. Todavia, não deixo de ter a minha participação cívica e, nos casos em que julgo que é importante», como este «em que estamos a escolher a pessoa mais importante para os próximos anos na direção da vida política do país, que é o Presidente da República, não posso dizer que estou reformado, que estou fora de tudo», justificou aos jornalistas.
«Não me estão a pedir para exercer nenhum cargo político a tempo inteiro. Estão a pedir-me apenas que apareça, que me empenhe e que me envolva daqui até janeiro numa causa que é ilustre, que é nobre» e que protagoniza «uma pessoa que eu conheço há quase 50 anos», disse Macário Correia.
«Conheci Marcos Mendes quando ainda éramos jovens, na casa dos 20 anos, quando fazíamos sessões de informação por esse país de fora, portanto, não é de hoje nem de ontem. Depois, houve uma altura em que ele, muito jovem, veio para o governo. Eu também quase na mesma idade, acompanhei-o nesse percurso e fomo-nos encontrando pela vida fora várias vezes. Mantenho a minha posição de me dedicar às minhas barragens, à minha agricultura e aos meus projetos, mas não deixo de ter uma palavra, uma atenção e um momento para as causas políticas em que julgo que deve dar um contributo. É isso que estou a fazer», concluiu.
Num agrupamento escolar que tem 923 alunos, 20 por cento dos quais filhos de pais imigrantes de países fora do universo da língua portuguesa, Marques Mendes, deixou uma palavra de apreço que se estende a toda a realidade portuguesa.
«Acho que Portugal está a fazer um esforço notável para acolher, cada vez melhor, os seus imigrantes. Há evidentemente falhas, erros, mas estamos numa tendência positiva. Queria, neste momento, prestar a minha homenagem ao Ministério da Educação, às escolas, aos professores e aos trabalhadores administrativos. Porque dentro das escolas estão a fazer-se milagres para ajudar à boa integração dos imigrantes. Nesta escola, como em muitas outras, há dezenas e dezenas de jovens filhos de imigrantes, de diversas nacionalidades, que às vezes chegam sem saber uma palavra não apenas de português, mas sequer de inglês. Isto é um desafio brutal que não existia há 10 ou 15 anos para professores e para o pessoal em geral das escolas», reconheceu o candidato.
«Insisto, está-se a fazer milagres. Porque uma criança, um jovem que é bem integrado na escola, dá um contributo notável para que a sua família também se sinta melhor e, portanto, mais bem acolhida na sociedade (portuguesa). Este é um trabalho que o país conhece mal, conhece pouco. Acho que temos de divulgar mais esta experiência notável», acrescentou.
«É um exemplo absolutamente notável. E eu queria aqui prestar homenagem às escolas, ao Ministério da Educação que está a investir profundamente nos mediadores linguísticos e a todos quando trabalham na escola», finalizou.

