Os golos de Cláudio Falcão e Bruno Duarte contra o Boavista quebraram jejum do Farense que não vencia há nove jogos, num Estádio de São Luís com cerca de 3.500 adeptos.
O Farense quebrou hoje um jejum de nove encontros sem vencer na I Liga de futebol, ao bater o Boavista por 2-0, na 28.ª jornada, que lhe permite afastar-se da zona de despromoção e recuperar alguma tranquilidade.
Os golos de Cláudio Falcão (28 minutos) e Bruno Duarte (39) expressaram no marcador um jogo de sentido único para os algarvios até aos 60 minutos, enquanto o Boavista só reagiu na meia hora final, mas sem efeitos práticos, graças à prestação do guardião Ricardo Velho.
O Farense, que não vencia desde 20 de janeiro (3-1 no reduto do Casa Pia), ascendeu, à condição, ao 10.º posto, com 30 pontos, suplantando precisamente o Boavista, provisório 11.º, com 29.
José Mota operou quatro alterações no onze algarvio em relação à derrota em Arouca (2-1), com os regressos de Pastor, Cláudio Falcão, Rafael Barbosa e Belloumi, enquanto nos ‘axadrezados’ houve três novidades nas escolhas iniciais face ao empate caseiro sem golos com o Rio Ave, nomeadamente Ibrahima, Vukotic e Berna.
O jogo começou equilibrado, mas ao cabo de 10 minutos já o Farense, disposto a quebrar de vez com a sequência negativa no campeonato, impunha o seu ascendente, empurrando os boavisteiros para o seu último terço, domínio que se expressou durante toda a primeira parte e que resultou em quatro golos, dois deles anulados.
Bruno Duarte foi o primeiro a ameaçar, precisamente aos 10 minutos, com um remate fraco e à figura de João Gonçalves, antes de dois tentos, aos 12, por Belloumi, e aos 23, por Pastor, terem sido invalidados por mão de Bruno Duarte (descortinada pelo videoárbitro) e fora de jogo de Talys no início das duas jogadas.
Com a formação de Faro a dominar de forma clara perante um Boavista sem soluções para quebrar esse ímpeto, Fabrício Isidoro rematou a centímetros do poste direito, aos 26 minutos, e a terceira celebração acabou por ser de vez para os adeptos algarvios, num cabeceamento de Cláudio Falcão (28), após canto cobrado por Rafael Barbosa e desvio do forasteiro Bozenik ao primeiro poste.
Ainda antes do intervalo, aos 39 minutos, os anfitriões aumentaram a vantagem, com Bruno Duarte a concluir de peito na pequena área para o seu 10.º golo no campeonato, após jogada de Belloumi à esquerda, que driblou Chidozie duas vezes e cruzou a preceito.
O técnico do Boavista, que viu o dianteiro eslovaco Bozenik desperdiçar a única ocasião da sua equipa na primeira parte já nos descontos (45+1 minutos), descontente com o rumo dos acontecimentos, decidiu mudar três peças no reatamento.
Essas mudanças não trouxeram, contudo, quaisquer efeitos positivos para os portuenses, praticamente ‘espetadores’ perante a dinâmica do Farense, que continuou com evidente ‘sinal mais’ no primeiro quarto de hora da segunda metade.
Nesta fase, o conjunto de José Mota obrigou o guardião João Gonçalves a quatro boas defesas, em lances de Marco Matias (49), Bruno Duarte (55) e Belloumi (55 e 61).
Depois de quase uma hora de ascendente algarvio, os ‘axadrezados’ começaram finalmente a reagir, mas até ao apito final foi Ricardo Velho, ‘MVP’ dos algarvios esta temporada, que se voltou a mostrar em grande plano quando a sua equipa mais precisava.
O guardião do Farense evitou, com quatro excelentes estiradas, os remates de Joel Silva (67 minutos), Bozenik (75 e 90) e Makouta (81), segurando a diferença no marcador e o regresso do emblema de Faro aos triunfos, enquanto o Boavista leva agora três jogos sem ganhar.