Está marcada uma paralisação dos enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve em três dias do mês de maio, devido à falta de resposta às reivindicações apresentadas a 19 de fevereiro.
Os enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve vão estar em greve nos dias 2, 8 e 9 de maio, pelo pagamento de retroativos desde 2018, feriados e dias de descanso semanal, informou fonte sindical.
Segundo a informação avançada pelo portal do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), a greve vai vigorar no dia 2 de maio entre as 08h00 e as 24h00, e entre as 08h00 do dia 8 e as 24h00 do dia 9.
A paralisação foi decretada para os enfermeiros que exercem funções na ULS do Algarve, que integra os hospitais públicos de Faro, Portimão e Lagos e os Agrupamentos de Centros de Saúde Central, Barlavento e do Sotavento.
Os enfermeiros exigem que «sejam pagos os retroativos desde 2018, a atribuição de bom a todos os enfermeiros na avaliação de desempenho e o pagamento dos feriados e dos dias de descanso semanal trabalhados a 200 por cento».
Segundo os profissionais de saúde, a paralisação decorre da falta de resposta às reivindicações apresentadas ao Conselho de Administração da ULS do Algarve, numa reunião em 19 de fevereiro.
Os enfermeiros alegam que a ULS do Algarve assumiu compromissos que não cumpriu, nomeadamente o de «não discriminar em função do vínculo», tendo assinado uma ata com a decisão de pagar em fevereiro de 2019 e de «não recorrer de decisões judiciais favoráveis aos enfermeiros».
“Não cumpriram nenhum [dos compromissos], preferindo manter a discriminação», refere o SEP.
Alda Pereira, dirigente regional do SEP no Algarve, disse à Lusa que foram marcados plenários com os enfermeiros para a próxima quarta-feira para decidir «formas de luta e decidir até onde o sindicato pode ir nas negociações com a administração da ULS do Algarve».
Para o SEP, «é inaceitável que na região do Algarve, com as dificuldades reconhecidas em atrair e reter enfermeiros, este problema continue por resolver».