Mais de uma em cada quatro pessoas (28 por cento) na União Europeia vive numa região com um PIB per capita inferior a 75 por cento da média europeia, mas as disparidades económicas atenuam-se em Portugal, segundo o 9.º relatório de coesão.
De acordo com o 9.º relatório sobre a coesão, hoje divulgado pela Comissão Europeia, as disparidades económicas mantêm-se na União Europeia (UE), com 28 por cento dos cidadãos europeus a viverem em regiões com um Produto Interno Bruto (PIB) por habitante abaixo dos 75 por cento da média da UE, a maioria no leste, mas também em Portugal, Grécia e Espanha.
O relatório nota, por outro lado, que as disparidades regionais se atenuaram em Portugal devido «ao desempenho relativamente fraco de algumas regiões desenvolvidas e anteriormente dinâmicas», sendo a de Lisboa a única que está acima da média europeia.
Portugal apresenta uma grande diferença entre a região de Lisboa (PIB per capita entre 100 por cento e 125 por cento) e as outras: 50 por cento a 75 por cento em quase todo o território continental e Madeira, menos de 50 por cento nos Açores e entre 90 por cento e 100 por cento no Algarve.
Também a taxa de emprego, outro indicador que Bruxelas analisa, apresenta diferenças em Portugal: 78 por cento a 82 por cento em quase todo o território continental, com exceção da região norte (entre 74 por cento e 78 por cento) e Açores e Madeira (70 por cento a 74 por cento), sendo o objetivo traçado de ter pelo menos 78 por cento das pessoas entre os 20 e os 64 anos empregada.
De três em três anos, a Comissão publica o seu relatório sobre a coesão, um documento que avalia a situação atual da coesão económica, social e territorial da UE.
O relatório baseia-se em dados, verificando a evolução da coesão de acordo com uma vasta gama de indicadores, como a prosperidade, o emprego, os níveis de educação e a governação.