Rui Cristina pediu ao Ministério da Administração Interna que dote os responsáveis pelo controlo de fronteiras com orçamento necessário.
O deputado Rui Cristina pretende que o Aeroporto Internacional Gago Coutinho, em Faro, «seja dotado de melhores condições para o controlo dos passageiros, seja reforçado o número de agentes e também a instalação de mais portas eletrónicas, ferramentas digitais que facilitam o controlo dos documentos, sem quebra de segurança», de acordo com nota de imprensa enviada à redação do barlavento na manhã de hoje.
Perante a extinção do Serviço de Estrangeiros e de Fronteiras (SEF), cujas funções foram distribuídas por vários organismos, e no âmbito do debate na especialidade do Orçamento do Estado de 2024, Rui Cristina confrontou o ministro da Administração Interna no sentido «de o Ministério que tutela dotar do orçamento necessário para o seu cabal funcionamento os organismos de ora em diante responsáveis pelo controlo de fronteiras».
Recorde-se que, no primeiro dia de extinção do SEF, só no Aeroporto de Faro e até às 20h00, foram controlados 79 voos e um total de 13.128 passageiros, tendo sido registado um tempo médio de espera de 10 minutos, tal como o barlavento noticiou.
«Não são de hoje as dificuldades sentidas no Aeroporto Gago Coutinho em Faro no controlo dos passageiros e, para nossa vergonha, muitos dos turistas são obrigados a esperar em longas filas, um cartão-de-visita extremamente desagradável, o qual indicia falta de organização e incapacidade num sector de extrema importância como a segurança», sublinha o parlamentar no mesmo documento.
Neste contexto, o deputado quis saber se, no debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2024 o Partido Socialista (PS) «vai aceitar as necessárias alterações orçamentais, apresentadas pelo Partido Social Democrata (PSD), para colmatar as deficiências» no Aeroporto de Faro.
Para Rui Cristina, faltam investimentos em ferramentas digitais e não está previsto o aumento de agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) que irão agora desempenhar as funções policiais do SEF.
O deputado refere-se ainda «ao longo diferendo com a ANA – Aeroportos de Portugal, gestora do aeroporto de Faro, quanto ao espaço a ceder, quer para os agentes da autoridade, quer para a instalação de novas E-gates (ou portas eletrónicas). Isto porque o controlo de fronteira no Aeroporto de Faro continua a funcionar na chamada zona de inverno, que é exígua face ao crescente número de passageiros», aponta.
«Não podemos correr o risco de haver menos segurança e ainda menos condições no Aeroporto pelo impacto que tal situação acarreta no motor da economia regional, a indústria turística, bem como na notoriedade internacional de Portugal», sublinha ainda Rui Cristina.