O Festival Med continua a repetir a fórmula de sucesso que tem feito milhares rumarem a Loulé no final do mês de junho. E 2015 não foi exceção. Os níveis de adesão, popularidade e reconhecimento superados ano após ano são prova disso.
No total, foram 50 horas de música distribuídas por 42 concertos que abrilhantaram os seis palcos habituais. Durante as noites quentes dos dias 25, 26 e 27 de junho, as ruas foram demasiado pequenas para tão grande afluência.
Naquela que foi a 12ª edição da grande festa da world music, o mundo inteiro coube no centro histórico de Loulé. Sonoridades de todos os cantos do mundo revelaram-se profícuas, especialmente concertos como o de Carminho (Portugal), Ferro Gaita com a participação do quarteirense Dino D’Santiago (Cabo Verde), Nneka (Nigéria), Baloji (Congo) e Tiago Bettencourt, que fizeram as pequenas praças, em frente aos palcos, rebentarem pelas costuras.
O novo espaço Med Fado, revelou-se uma aposta ganha, com muitos concertos e boa assistência nos claustros do Convento Espírito Santo e houve também lugar para homenagear o Cante Alentejano, o qual marcou presença através da animação de rua com quatro grupos que fizeram circular sons e indumentárias tradicionais.
Mas o Festival Med é mais do que música. É também gastronomia, cultura, artesanato e animação de rua. Em 2015, houve ainda uma outra novidade: o Loulé Criativo. Um espaço onde os visitantes foram desafiados a experimentares a cultura louletana através da participação em atividades relacionadas com a arte, artesanato, gastronomia e património. Quem por lá passou, teve ainda a oportunidade de assistir ao trabalho do ilustrador louletano Filipe Coelho ao vivo, que pintou um grande painel com recurso a tintas de cal. Em simultâneo, estiveram também 4 exposições de arte em exibição.
No Open Med – o último dia do evento com entrada livre – a noite foi dedicada à celebração da Dieta Mediterrânica. A restauração apresentou neste dia, criações únicas concebidas com base nesta dieta.
Hugo Nunes, diretor do Festival, sublinhou que o sucesso desta edição se deveu sobretudo a «um cartaz fabuloso e ao tempo que deu uma ajuda e que fez com que as pessoas tivessem vindo em massa».
Quando em 2004 o festival surgiu pela primeira vez com o intuito de criar uma festa de «música diferente e única» que promovesse o concelho e potenciasse a oferta turística, ninguém imaginaria que 12 anos depois, o centro histórico fosse demasiado pequeno para os milhares de pessoas que por lá passaram. Ruas apertadas, cheias de gente, sonoridades e gastronomia para todos os gostos. As noites quentes de verão trouxeram uma nova vida à antiga calçada com música e risos a ecoarem pelo ar, e a convidaram a ficar até um pouco mais tarde.