Após a consolidação do género concertante levada a cabo por vários compositores, e destacando-se claramente a contribuição de W. A. Mozart, foi em finais do século XIX que esta forma atingiu o auge da sua evolução. O papel de Beethoven foi crucial para esta evolução, sobretudo com os Cinco Concertos para Piano e Orquestra, escritos entre 1795 e 1809.
Beethoven, enquanto pianista, gozava de uma enorme reputação como improvisador, dotado de uma inteligência musical e originalidade ímpares. Seria, pois, inevitável que surgissem as primeiras composições para piano e orquestra. Ainda que os dois primeiros Concertos acusem claramente influências de Haydn e Mozart, é a partir do terceiro que o seu génio se evidencia. E a mudança de paradigma que levou a cabo reflete-se sobretudo na relação entre Piano e Orquestra, desempenhando esta um papel cada vez mais preponderante, ao invés de ser um mero acompanhamento do solista.
Tendo o nosso país uma forte tradição pianística – desde Vianna da Motta (alunos de F. Liszt), passando pelos seus discípulos mais diletos, Helena Sá e Costa e Sequeira Costa, até às mais recentes gerações – a Orquestra Clássica do Sul orgulha-se de apresentar a integral dos Cinco Concertos para Piano e Orquestra de Beethoven, contando com uma seleção de cinco brilhantes jovens e promissores pianistas portugueses.
Antes do concerto, o público terá a oportunidade de conviver com o pianista, no espaço “À Conversa com…”, que decorre no período que antecede ao espetáculo (entre as 21h00 e as 21h20).
O preço dos bilhetes é de 8 euros.