A Câmara Municipal de Albufeira vai comprar um terreno de 22 hectares, na freguesia de Paderne, para instalar um espaço de formação direcionado para o sector do mar, faltando apenas marcar a escritura, que está dependente de um visto do Tribunal de Contas, segundo avançou Carlos Silva e Sousa, presidente da autarquia.
O terreno pertencia à Fábrica de Cerâmica do Algarve – Faceal, que tinha como objeto a produção de tijolos. A oportunidade da autarquia surgiu, quando a empresa entrou em processo de insolvência, estando a ser estudados outros projetos a implementar naquele espaço.
Contactado pelo «barlavento», Carlos Silva e Sousa explicou que «estão pensadas várias hipóteses, mas, entre elas, está uma escola virada para o ensino técnico de atividades ligadas ao mar», ainda que seja para construir numa freguesa do interior do concelho, a alguns quilómetros da linha de costa. «Na altura coloquei essa mesma questão», mas não haverá nada contra, até porque é apenas um «espaço para formação específica», que abre portas à especialização de quem deseja depois enveredar por profissões ligadas aos cruzeiros ou às plataformas petrolíferas, exemplificou o autarca.
«É um ensino técnico que oferece cem por cento de empregabilidade», assegurou, ainda que não avance com mais informações, pois os moldes de funcionamento ainda não estão fechados. Esta é apenas a ideia base para a propriedade, mas há outras ideias.
«Iremos prever tudo» o que poderá ser criado naquele espaço, estando ainda em jogo uma eventual parceria com a Universidade do Algarve, «um parque tecnológico ou um ninho de empresas», enumerou.
As opções são as mais variadas, mas só serão equacionadas quando o terreno pertencer, de facto, à Câmara Municipal de Albufeira. Para já, a escritura «está para ser marcada, estando a autarquia apenas à espera do visto do Tribunal de Contas», justificou.
O espaço pertencia à massa insolvente do processo de insolvência da Faceal. Estava a ser pedido, pela aquisição da propriedade de 22 hectares, um valor que ultrapassava os 3 milhões de euros. «Consegui baixar 1,5 milhão de euros, em relação ao valor acordado de início, numa sessão da Assembleia de Credores que decorreu no Tribunal de Olhão», garantiu o autarca.