A última semana de campanha do Bloco de Esquerda (BE) no Algarve começou com foco na saúde, um dos temas fortes no programa político do partido.
Uma delegação do BE, composta por José Gusmão, Catarina Martins, Guadalupe Simões, Sandra da Costa e João Afonso, realizou uma série de reuniões com profissionais e entidades ligadas à saúde na região, na segunda-feira, dia 4 de março.
O dia começou com uma reunião com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), onde as principais preocupações são «a valorização da carreira e a necessidade de mais profissionais de saúde na região».
Guadalupe Simões, dirigente sindical e segunda candidata do BE por Faro, destacou a importância de atrair e reter profissionais qualificados na região.
«A região do Algarve é a mais carenciada do país e precisa de profissionais de saúde com formação especializada e com condições de trabalho dignas que permitam a fixação destes profissionais no SNS e especificamente na região do Algarve. A valorização dos enfermeiros e repensar o seu papel nas organizações para aprofundar o SNS está no topo das nossas prioridades». disse.
José Gusmão acrescentou também que «é fundamental incluir os atuais assistentes operacionais na carreira dos técnicos auxiliares de saúde».
Em seguida, a delegação encontrou-se com a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, onde foram discutidas questões como a carência de pessoal em diversas especialidades e a intenção de internalizar meios complementares de diagnóstico e análises.
José Gusmão mostrou-se preocupado com as enormes carências ao nível das especialidades e dos médicos de família. «A promessa de António Costa de medico de família para todos os portugueses está muitíssimo longe de se cumprir no Algarve e a situação em muitas especialidades é gravíssima. Faltam de dezenas de médicos», apontou.
A administração da ULS reiterou que a construção do novo Hospital Central do Algarve «não retira dimensão e importância aos hospitais de Portimão e de Lagos», tal como o Bloco de Esquerda tem vindo a defender.
A visita à Associação de Saúde Mental do Algarve (ASMAL), a delegação do BE destacou a importância do trabalho realizado por aquela instituição na reintegração de utentes no mercado de trabalho.
O processo é realizado com acompanhamento de profissionais qualificados e em articulação com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Um serviço que decorre há já 33 anos numa região com particular incidência dos problemas de saúde mental.
José Gusmão, cabeça de lista por Faro que também acompanha de perto as políticas sobre saúde mental e deficiência no Parlamento Europeu, afirmou que «continuaremos a apresentar propostas para melhorar as condições de vida independente a quem tem problemas de saúde mental ou algum tipo de incapacidade. E faremos essas propostas em colaboração com as próprias pessoas afetadas. Exigiremos respostas locais, como no que concerne à pedopsiquiatria, área na qual apenas existe um especialista no Algarve».
Por sua vez, a visita ao Centro Coordenador para o Envelhecimento Ativo ressaltou a necessidade de investimentos para garantir uma qualidade de vida para os idosos na região.
Trata-se de um projeto público que tem como objetivo a qualidade de vida após os 65 anos, para contrariar os atuais indicadores de saúde nesta faixa etária. «Não há uma unidade que dê resposta às necessidades das pessoas que estão a envelhecer. A resposta que existe não está desenhada para a necessidade destes utentes. E quem cuida destes idosos fica sem qualquer alternativa e autonomia», apontam os dirigentes do BE.
O partido propõe, neste campo, «a criação de um Serviço Nacional de Cuidados que dê respostas públicas de creches, lares de idosos, assistentes para pessoas com deficiência, apoio a cuidadores informais», entre outras medidas.
Catarina Martins enfatizou a importância da representação da esquerda no Algarve, destacando o Bloco como o único partido com perspectivas reais de eleger um dos nove deputados da região, de acordo com as sondagens.
O Bloco de Esquerda continua a apresentar propostas para melhorar o sistema de saúde e a qualidade de vida dos cidadãos algarvios, comprometendo-se a lutar por mais investimentos e melhores condições.
