O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 1.695 euros por m2 em setembro, mais 154 euros (10 por cento) em termos homólogos e 31 euros (1,9 por cento) acima de valor de agosto, divulgou o INE.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados hoje, em comparação com setembro de 2023, a variação mais intensa da avaliação bancária na habitação registou-se no Oeste e Vale do Tejo (12,8 por cento), não se tendo verificado descidas em qualquer região.
Já face a agosto deste ano, o Algarve apresentou o aumento mais expressivo (2,6 por cento), tendo a descida mais intensa acontecido no Alentejo (-0,5 por cento).
Em setembro foram efetuadas cerca de 33.100 avaliações bancárias, o que representa uma subida de 4,3 por cento face ao mês anterior e um aumento de 32,8 por cento em termos homólogos.
No caso dos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 1.882 euros por metro quadrado (m2), tendo aumentado 10,2 por cento relativamente a setembro do ano passado.
Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (2.497 euros/m2) e no Algarve (2.244 euros/m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (1.214 euros/m2).
A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (17,9 por cento), não se tendo verificado qualquer descida.
Face ao mês anterior, o valor de avaliação nos apartamentos subiu 1,7 por cento, registando a Região Autónoma da Madeira a maior subida (2,8 por cento) e não se tendo registado qualquer descida.
O valor mediano da avaliação para apartamentos T1 aumentou 51 euros, para 2.444 euros/m2, tendo os T2 subido 37 euros, para 1.932 euros/m2, e os T3 aumentado 25 euros, para 1.667 euros/m2.
No seu conjunto, estas tipologias representaram 93,2 por cento das avaliações de apartamentos feitas em setembro.
Já no caso das moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1.301 euros/m2, um acréscimo de 8,6 por cento em relação a setembro de 2023.
Os valores mais elevados registaram-se na Grande Lisboa (2.455 euros/m2) e no Algarve (2.422 euros/m2), apresentando o Alentejo e o Centro os valores mais baixos (1.001 euros/m2 e 1.016 euros/m2, respetivamente).
A Região Autónoma da Madeira registou o maior crescimento homólogo (14,6 por cento), tendo-se registado uma única descida, no Alentejo (-2,3 por cento).
Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação das moradias subiu 0,3 por cento, apresentando a Península de Setúbal o crescimento mais elevado (2,8 por cento) e o Alentejo a descida mais acentuada (-2,6 por cento).
O valor mediano das moradias T2 subiu 32 euros, para 1.333 euros/m2, as T3 aumentaram 12 euros, para 1.278 euros/m2 e as T4 desceram 15 euros, para 1.345 euros/m2.
No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,8 por cento das avaliações de moradias realizadas no período em análise.
Em setembro, a Grande Lisboa, o Algarve, a Região Autónoma da Madeira, a Península de Setúbal e o Alentejo Litoral e apresentaram valores de avaliação bancária na habitação superiores à mediana do país em 46,8 por cento, 34,8 por cento, 15,6 por cento, 12,6 por cento e 9,1 por cento, respetivamente.
Já o Alto Alentejo, Beira Baixa e Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-50,5 por cento, -48,1 por cento e -47,4 por cento, respetivamente).