A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, considerou hoje que o caso Spimnumviva vai perseguir o primeiro-ministro Luís Montenegro e a sua credibilidade e disse esperar que a Justiça faça o seu trabalho mas que tenha prazos.
«Já o dissemos no passado, a Spinumviva vai perseguir o primeiro-ministro, é uma maldição que vai perseguir este Governo e a sua credibilidade, e não é por não responder nem por se fazer de ofendido que isso vai mudar», criticou Mariana Mortágua, à margem de uma ação de campanha para as eleições autárquicas de domingo, em Oeiras, distrito de Lisboa.
Acompanhada pelos porta-vozes do Livre, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes, Mariana Mortágua foi questionada sobre a notícia avançada pela CNN Portugal na terça-feira de que os procuradores responsáveis pela averiguação preventiva sobre a Spinumviva consideram que deve ser aberto um inquérito-crime ao primeiro-ministro, que será decidido pelo procurador-geral da República.
Na ótica da líder do BE, «é importante que a Justiça faça o seu trabalho, mas que tenha prazos, critérios e que isso seja um bem aplicado a todas as pessoas, primeiro-ministro ou qualquer outro».
Mariana Mortágua considerou que o caso Spinumviva «é o elefante na sala da governação portuguesa» e insistiu que «chega um momento em que há acusações ou não há acusações e tem que haver uma conclusão para qualquer investigação».
Na terça-feira, dia 7 de setembro, em Albufeira, o primeiro-ministro disse estar «estupefacto e revoltado» com o teor das notícias divulgadas sobre o caso Spinumviva e falou mesmo «em pouca vergonha», dizendo aguardar a «análise e o juízo do Ministério Público».
«Está tranquilo, está revoltado, está estupefacto, porque Luís Montenegro não escolhe uma história a direito e não nos conta uma história a direito do princípio até ao fim, elas têm que estar sempre a mudar, porque evidentemente há sempre qualquer coisa que não está ali completamente certo», criticou Rui Tavares.
No final de setembro, o Procurador-geral da República (PGR) afirmou que o Ministério Público pediu mais documentação ao primeiro-ministro para poder finalizar a averiguação preventiva sobre os negócios da sua empresa familiar Spinumviva, caso na origem da demissão do primeiro executivo que liderou, em março do ano passado.
Foto: Bloco de Esquerda.