Alfaia, a nova Associação sem fins lucrativos, sediada em Loulé, abriu hoje com uma exposição de Manuel Baptista e Rodrigo Rosa.
A Alfaia inaugurou hoje, dia 14 de outubro, «A cor das nuvens», com trabalhos de Manuel Baptista (Faro, 1936) e Rodrigo Rosa (Tavira, 1997).
A exposição destes dois artistas marca o início das atividades desta associação algarvia vocacionada para as artes visuais.
Sediada em Loulé, tem como principais desafios pensar as artes e a sua condição na sociedade contemporânea, criar condições para o desenvolvimento da atividade criativa e estabelecer vínculos entre artistas, comunidade e o território.
A associação, presidida por Miguel Cheta, não se restringe à sua condição local e está interessada em trabalhar a questão do Algarve enquanto território periférico.
Tanto no sentido de usar essa condição como matéria como também no sentido de esbater ou estreitar o distanciamento para os principais centros de criação.
A exposição «A cor das nuvens» reúne dois artistas bem representativos da posição que a Alfaia quer assumir no panorama das artes visuais da região.
Manuel Baptista, com um percurso nacional e internacional que abarca cerca de 70 anos de atividade, e Rodrigo Rosa, um dos jovens promissores da nova geração, são escolhas reveladoras da vontade da Alfaia em construir um futuro alicerçado no conhecimento e no respeito pelo nosso passado cultural.
Manuel Baptista foi um dos precursores do abstracionismo em Portugal. Sobre a sua obra refere-se invariavelmente a dimensão de desconstrução/reconstrução, de fragmentação e de recomposição presente nas colagens.
As formas recortadas. A vocação escultórica. A tridimensionalidade ou a sua sugestão.
As sobreposições de tela ou a linha como invenção do próprio desenho.
Os trabalhos de Rodrigo Rosa associam-se conceitos de verticalidade, imponência, austeridade e frieza.
Os trabalhos dos dois artistas encontram-se numa certa melancolia dos vazios. Na sensibilidade lírica expressa pela sugestão escultórica do trabalho do Manuel Baptista e que encontramos na atenção ao efémero registado nos trabalhos de Rodrigo Rosa.
A exposição que agora abre, pode ser visitada até 19 de novembro, de quinta e sexta-feira, entre as 14h30 e as 18h30 e ao sábado das 10h00 às 18h00.
A Alfaia, revelará ainda o seu ciclo programático inicial, o Sopro, com exposições, residências artísticas, uma open call, masterclasses, conversas com artistas, filmes de autor e serviços educativos.
Para aceder a mais informação sobre a programação basta seguir a página de instagram (alfaia_org).


