As primeiras chuvas de outono, em apenas poucos minutos, no ano passado, deixaram um rasto de destruição em Albufeira. Por isso, será urgente intervir num problema que pode voltar a repetir-se a qualquer momento. Será a 2 de novembro, no dia seguinte ao aniversário das grandes enxurradas de 2015, que será apresentado o Plano de Drenagem de Albufeira, segundo adiantou Carlos Silva e Sousa, presidente da Câmara Municipal.
Questionado pelo «barlavento» se haveria um cuidado em minimizar qualquer cenário imprevisto que possa de novo acontecer, o presidente da autarquia explicou que este é «um problema de fundo, que está a ser trabalhado». Aliás, este primeiro documento será apresentado por Saldanha Matos e pela equipa com a qual trabalha. Uma das medidas para permitir o eficiente escoamento de água, a ser contemplado será «um grande túnel novo, que, em princípio, sairá entre a zona do rossio e o porto de abrigo».
Só esta vertente de investimento custará cerca de 15 milhões de euros. «Não sei quais vão ser as fontes de financiamento, mas certamente o município não vai deixar de fazê-lo, pelo menos, se eu estiver na liderança, porque entendo que tivemos muita sorte de não ter tido vítimas» mortais, nas cheias de 2015, justificou ainda, quando questionado pelo «barlavento» como pagaria as obras.
Bastava que tivesse havido uma vítima, na opinião de Carlos Silva e Sousa, para que o incidente fosse ainda «mais horrível» em todos os aspetos. «Vai ser o investimento do século em Albufeira», disse. É por esta razão que a autarquia quer trabalhar num projeto sério, que resolva de facto o problema. E a obra será para começar assim que o estudo estiver concluído.
«Vamos ter também a cooperação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil nas sondagens e espero ainda ter a colaboração da Universidade do Algarve, dos técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente, da Câmara Municipal», enumerou Carlos Silva e Sousa. A intenção é reunir o máximo de informação possível, antes de avançar com a obra.