Um texto inédito de um jovem autor, Henrique Prudêncio, de 24 anos, vai ser levada à cena pela ACTA no quadro do estímulo que a companhia tem vindo a fomentar à dramaturgia portuguesa.
A peça tem por título «O Adeus» e estreia dia 5 de Setembro pelas 21h30 no Teatro Lethes, em Faro.
Neste caso, a ACTA proporcionou a dois jovens autores, no âmbito de uma iniciativa que promoveu em 2013 designada “Canções/Dramatizações”, a escrita de textos dramáticos com total liberdade quanto ao tema e enredo – apenas uma restrição: não podiam ter mais de 3 personagens, por razões de contenção financeira.
Henrique Prudêncio escreveu um monólogo de uma mãe que discorre acerca da filha ausente. A crise financeira do país, que convoca à migração forçada, é o eixo da narrativa dramática. «O Adeus» tem encenação de Luís Vicente e interpretação de Elisabete Martins e estará em cena até dia 20 de setembro.
Henrique Prudêncio fez o curso de interpretação na EPTC – Escola Profissional de Teatro de Cascais sobre a direcção de Carlos Avilez.
Decidiu perseguir uma carreira em cinema, concluindo em 2015 o curso de Vídeo e Cinema Documental em Abrantes com sucesso, tendo sido o aluno representante do curso. Contudo, nunca deixou de se interessar pelo teatro, fazendo ao longo da sua licenciatura várias intervenções culturais que escrevia e interpretava com o grupo cultural “Produções Sem Nome” que fundou. Ganhou em 2011 o prémio “Jovem Realizador” no festival de curtas-metragens Inatel com “Adeus Amor”. Em 2014 funda a Onírico Filmes do qual é director geral, tendo já produzido diversos projectos nessa casa, como o videoclip “Baile de Máscaras” do artista musical Valete e a curta-metragem “Um Dia”, que escreveu e dirigiu.
Escreveu a sua primeira peça de teatro, “A Saudade Não Chega” em 2014 que vai ser levada a cena pela ACTA – A Companhia de Teatro Profissional do Algarve, em Setembro de 2015 sob o nome “O Adeus”. Neste momento trabalha como editor de vídeo na empresa de produção de vídeos Play Harder.