
Quem é o diz é Isolete Correia, 63 anos, diretora da Marina de Vilamoura desde 2005, que tem dedicado toda sua vida profissional a esta infraestrutura. Foi por isso com enorme «alegria, orgulho e honra» que no passado dia 12 de janeiro recebeu em mãos o prémio de «International Marina of Distinction: 2015-2017», atribuído a primeira vez em três anos consecutivos pela conceituada The Yacht Harbour Association (TYHA), no London Boat Show, na capital do Reino Unido.
«Só votaram pessoas que utilizaram a marina no último ano. Tendo em conta que nesta categoria estão em competição cerca de 150 congéneres a nível mundial, é muito bom. É o culminar do trabalho de todos os nossos colaboradores. Há aqui uma equipa muito entregue e orgulhosa de trabalhar nesta marina. Fazem-no com gosto e têm a preocupação constante em melhorar» o serviço prestado aos navegantes, marinheiros e proprietários das embarcações que aqui atracam.
A pequena equipa da Marina de Vilamoura é constituída por apenas 42 efetivos, nas áreas de manutenção, marítimos, estaleiros, administrativa e receção. «Trabalhamos 365 dias por ano e proporcionamos segurança 24 horas por dia», evidencia.
500 mil euros para melhoramentos
Para 2017 a Marina de Vilamoura conta ainda com um plano de investimento de cerca de 500 mil euros para a modernização e melhoria das suas infraestruturas operacionais. De acordo com a diretora Isolete Correia, a maior parte da verba irá destinar-se à «dragagem do canal de acesso à marina, pois temos de ter um nível mínimo de água e como com os movimentos das areias, da ribeira e a ondulação, teremos de tirar com uma draga a areia acumulada» de forma a garantir a comodidade e segurança do tráfego náutico.
«Além disto, vamos investir na requalificação de um dos nossos quatro balneários disponibilizados aos clientes e reformular toda a caleira técnica onde passam as águas e eletricidade».
Outra das novidades diz respeito à substituição do mobiliário urbano, como «bancos e papeleiras», os quais irão agora privilegiar a separação de resíduos e reciclagem.
Junto ao «Lake Resort» deverá nascer também um novo «parque de estacionamento» e para quem quiser evitar ter de atravessar a marina de uma ponta à outra, pode ainda usufruir do novo serviço de «AquaTaxi», em vigor desde o final do ano passado.
«Os clientes que queiram deixar o carro mais longe podem depois usufruir do AquaTaxi em diversos pontos da marina, sendo uma boa solução, por exemplo, para chegarem até às praias. É uma mais-valia», considera.
Coração de Vilamoura «ainda tem muito para crescer»
Com 825 postos de amarração, a Marina de Vilamoura reserva um cais VIP às embarcações entre os 20 e 40 metros. Neste momento, «está cheio», revela Isolete Correia ao «barlavento».
A retoma económica e ocupacional começou «no último semestre de 2015». Anteriormente também a marina sofreu com a recessão e a crise. Mas diversos fatores, que segundo a diretora, tornam a marina única, fizeram com que a recuperação fosse possível em relativamente pouco tempo.
«Temos mais de 100 lojas na envolvente, infraestruturas adequadas e modernas, e bom layout e uma marina muito segura. Além disso, temos o mais importante: as pessoas que aqui trabalham. Não seria possível ganhar estes prémios se não tivéssemos pessoas muito dedicadas que fazem toda a diferença», afirma. Hoje 45 por cento dos clientes são portugueses, logo seguidos pelos britânicos e escandinavos.
Além do prémio atribuído pela The Yacht Harbour Association, a Marina de Vilamoura já havia sido galardoada como a «Melhor Marina» pela Publituris e recebido a distinção de mérito de ouro pela Região de Turismo do Algarve. «Todos estes prémios e reconhecimento, quer local como internacional, têm muito valor para nós. Dão-nos uma motivação especial para continuar o bom trabalho», garante a diretora. Vilamoura World é a operadora da Marina de Vilamoura, a maior e mais antiga de Portugal e detentora do galardão «5 Âncoras de Ouro».
Uma vida dedicada à Marina de Vilamoura
«A marina tem 43 anos e eu estou cá há 45», sublinha a diretora Isolete Correia. Nasceu em Boliqueime mas aos 7 anos emigrou com os pais para o Canadá. Regressou aos 18 e ingressou de imediato na Marina de Vilamoura «quando ainda esta estava a ser construída. E por cá estive quando se passou a chamar Lusotur, Lusort, e hoje, Vilamoura World. Conheci todos os administradores e acompanhei passo a passo cada momento. É como se fosse o meu terceiro filho», além dos dois rapazes dos quais é mãe.
