Equipamento cultural do município de Loulé, registou um novo recorde de público desde a sua reinauguração, após obras de requalificação, em fevereiro de 2011, encetando também da melhor forma as comemorações de 90 anos de inquietação (1930-2020).
Com maior rigor, foram 36649 as pessoas que no ano transato aderiram à programação artística deste espaço (com 310 lugares) que se tem vindo a afirmar a uma escala inclusive suprarregional, pela sua intervenção diferenciadora, consistente e ousada. Estes números representam um aumento significativo em relação a 2018, quando se registaram 30393 espetadores.
Numa análise mais detalhada em termos de distribuição por áreas artísticas, no Cine-Teatro, em 2019, a Música teve 17705 espetadores, ao passo que as propostas na área do Teatro alcançaram 11703 pessoas (houve neste universo um aumento considerável), sendo que a Dança registou 3331 espetadores e o Cinema 827. A programação ligada às dimensões do Pensamento, Formação e Debate abrangeu um total de 3083 pessoas.
O incremento da adesão de público (proveniente do Algarve e não só, bem como portugueses, estrangeiros residente e turistas) à agenda do Cine-Teatro «é o reflexo de uma estratégia cultural mais vasta» que o município de Loulé, enquanto serviço público, tem vindo a desenvolver, em várias frentes, no sul do país.
«Consubstancia-se não só na oferta de reconhecida qualidade que os seus diversos equipamentos apresentam (a Biblioteca Sophia de Mello Breyner Andresen e seus polos, o Arquivo Municipal, o Museu Municipal e as galerias de arte, o CECAL, etc.), mas também em vários projetos e dinâmicas estruturantes e ambiciosos que estão a ser desenvolvidos de uma forma transversal e descentralizada no território, em estreita articulação com a população», explica o município.
São exemplos o Geoparque Algarvensis, em colaboração com os municípios de Albufeira e Silves e com a Universidade do Algarve; o Quarteirão Cultural de Loulé; o projeto Loulé Criativo e suas diversas valências; a Human XXI – Bienal do Humanismo de Loulé e o Centro de Educação e Cultura de Quarteira. Existem ainda vários eventos-âncora, em contexto outdoor, como o Festival MED, Carnaval, Noite Branca, Festa da Mãe Soberana, entre outros.
Em 2020 o Cine-Teatro Louletano celebra o seu nonagésimo aniversário (fundado a 19 de abril de 1930 pela Sociedade Teatral Louletana), «num percurso recheado de inquietação criativa».
A par de uma renovada imagem (a nível do logotipo e do layout dos seus materiais de comunicação), já estão a ser anunciados nas redes sociais os principais destaques da sua programação artística para a temporada que decorre entre janeiro e julho.
Mais uma vez, refere a Câmara Municipal de Loulé, «há uma forte aposta numa oferta exigente, eclética e diferenciadora, que tem vindo a posicionar este equipamento como uma referência cultural a ter em conta na zona sul do país».
Continuando a contemplar as áreas da Música, Teatro, Dança e do Multidisciplinar, em 2020 o Cine-Teatro dará especial atenção às vertentes da Formação, Pensamento e Debate com vários ciclos e formatos, bem como ao estímulo e envolvimento do tecido artístico local/regional e da comunidade escolar, privilegiando mais uma vez as encomendas e as coproduções, também aqui com a inclusão de diversos artistas e companhias de renome nacional.
A nova temporada do Cine-Teatro traz consigo, como uma das principais novidades, a introdução de um novo vetor na matriz da sua programação regular: a dimensão inclusiva ao nível da dança contemporânea, iniciando-se uma colaboração de continuidade com o prestigiado Grupo Dançando com a Diferença, sediado na Madeira.
Esta aposta vem juntar-se assim aos três eixos programáticos que este equipamento cultural louletano tem vindo a consolidar nos últimos anos: as encomendas musicais juntando artistas do Algarve com reconhecidas figuras nacionais, a Arte para a Infância, com especial destaque para a sua vertente formativa e os diálogos experimentais entre música instrumental e imagem, a par das novas abordagens exploratórias à arte sonora (de que o festival Som Riscado é o exemplo maior).