Orçamento de Vila do Bispo para 2025 sobe para 26,2 milhões de euros, com educação e habitação entre as principais prioridades do município.
A Assembleia Municipal de Vila do Bispo, aprovou o orçamento camarário para 2026, no valor de 26,2 milhões de euros, priorizando as áreas da educação e da habitação, foi hoje anunciado.
O Orçamento e as Grandes Opções do Plano (GOP) do município liderado pelo PSD, que não detém maioria nos dois órgãos autárquicos, foram aprovados na quarta-feira em Assembleia Municipal com os votos do PSD (sete), do PS (dois), da Lista Unitária do Progresso (um) e do Movimento por Vila do Bispo e Raposeira (um). Registaram-se ainda cinco abstenções do PS e os votos contra dos dois eleitos do Chega, informou a autarquia em comunicado.
A proposta de planeamento financeiro para 2026 tinha sido aprovada a 23 de janeiro pelo executivo municipal, também por maioria, com os votos favoráveis dos dois eleitos do PSD e as abstenções dos dois vereadores do PS e do único vereador do Chega.
De acordo com o município, a receita e a despesa previstas para este ano totalizam 26,2 milhões de euros, o que representa um aumento de cerca de 700 mil euros face ao orçamento de 2025, que ascendia a 25,5 milhões de euros.
Entre as principais prioridades está a educação, com intervenções como a remodelação da Escola Básica de São Vicente, a criação de uma cantina escolar, uma biblioteca e um pavilhão gimnodesportivo, bem como a elaboração do projeto da Escola do Ensino Básico de Vila do Bispo.
Outra área estratégica é a habitação, estando prevista a elaboração de projetos para a construção de 25 fogos a custos controlados e 13 moradias no sítio das Areias, em Budens, além do desenvolvimento dos projetos para o loteamento da Roça do Veiga, em Sagres.
«Estas iniciativas refletem a aposta em responder às necessidades habitacionais da população, promovendo a coesão social e a fixação de pessoas no concelho», refere o comunicado.
Na área da saúde, a autarquia destaca o investimento de 850 mil euros na reabilitação do Centro de Saúde de Vila do Bispo, numa obra orçada em 1,7 milhões de euros.
Ao nível fiscal, o município vai abdicar da totalidade da taxa de participação no IRS (5%), mantendo a política de desagravamento fiscal das famílias. No Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), serão mantidas as taxas mínimas, de 0,8% para os prédios rústicos e de 0,3% para os prédios urbanos avaliados.
Está igualmente prevista uma redução adicional do IMI em função do número de dependentes a cargo, com uma dedução de 30 euros para famílias com um dependente, de 70 euros para famílias com dois dependentes e de 140 euros para famílias com três ou mais dependentes.
Segundo o município, o orçamento insere-se «num contexto marcado por compromissos assumidos em 2025 e pela dependência de financiamento externo», designadamente através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Programa Regional ALGARVE 2030.