O candidato presidencial André Ventura apelou à participação nas eleições, considerou que a campanha podia ter sido mais esclarecedora e incentivou os eleitores a irem votar.
André Ventura, considerou hoje que a campanha eleitoral podia ter sido mais esclarecedora, mas apelou aos portugueses para que se mobilizem e aproveitem o «dia fantástico» para votar.
«Está um dia fantástico. Acho que é dia de sair de casa e votar porque, de facto, está um dia lindo. Estamos no inverno e está um dia fantástico. Acho que este é um sinal para que todos saiam de casa e votem», afirmou André Ventura.
O líder do Chega falava aos jornalistas depois de ter votado na Escola Básica do Parque das Nações, em Lisboa, na secção de voto número 16, acompanhado pela mulher, Dina Ventura.
Questionado sobre a campanha eleitoral, Ventura afirmou que «houve falhas significativas em temas que interessam às pessoas» e considerou que «uns mais do que outros não ajudaram a que fosse possível debater esses assuntos».
«Nesse sentido, houve uma campanha que não foi tão esclarecedora quanto podia ser, e isso era importante, porque também pode contribuir para reduzir a abstenção, se os políticos forem capazes de se aproximar dos seus concidadãos», declarou.
O candidato presidencial defendeu ainda que os eleitores só se mobilizam «quando sentem que votar num, noutro ou noutra faz a diferença».
Apesar das críticas à campanha, André Ventura apelou à participação eleitoral, referindo que os portugueses devem aproveitar o dia de sol para votar e não deixar que outros escolham por si. Recordou ainda que, há cinco anos, o país vivia num contexto marcado pela pandemia da covid-19.
«Hoje só não vota quem não quer», afirmou.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, impedido de se recandidatar por ter atingido o limite de mandatos. A eleição conta com 11 candidatos aceites, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Caso um dos concorrentes obtenha mais de metade dos votos validamente expressos, será eleito já hoje chefe de Estado. Se tal não acontecer, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro, entre os dois candidatos mais votados.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Deste total, 218.481 eleitores recenseados no território nacional, incluindo o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que decorreu no passado domingo.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.