Henrique Gouveia e Melo afirmou que as eleições de hoje podem ser marcantes e manifestou a esperança de uma baixa abstenção.
O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo considerou hoje que as eleições «podem ser marcantes» e manifestou a esperança de que a abstenção seja pouco expressiva, num dia que classificou como «um hino à democracia».
«Eu julgo que estas eleições podem ser marcantes e, portanto, estou convencido de que os portugueses vão exercer o seu voto e a sua cidadania, que é o que é normal», afirmou Henrique Gouveia e Melo, após votar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Lisboa.
O ex-chefe do Estado-Maior da Armada disse sentir-se «tranquilo» e deixou um desejo para o dia eleitoral: «Que hoje seja um dia, que é um hino à democracia, com a votação massiva dos portugueses».
«Isso é o que eu desejo: que os portugueses venham exercer a sua cidadania, que venham votar e, em consciência, façam as suas opções», acrescentou.
Questionado sobre a abstenção, o candidato afirmou esperar que seja inferior à registada há cinco anos, quando, em pleno contexto de pandemia da COVID-19, atingiu os 60,76%. «Tenho a esperança de que os portugueses queiram decidir o seu próprio destino, usando o seu voto. Isso é que é verdadeiramente a cidadania e a democracia», disse.
Henrique Gouveia e Melo adiantou ainda que irá passar o dia em casa, depois de uma campanha que classificou como «muito intensa». «Vou passar o dia a arrumar papéis. O meu escritório está muito desarrumado. Vou aproveitar de forma muito calma em casa», detalhou, acrescentando que mantém um estado de espírito «sempre positivo».
O candidato afirmou também que só fará declarações após conhecidos os resultados eleitorais. «Depois dos resultados, quem ganhar e quem tiver hipótese de ganhar poderá fazer essas declarações», concluiu.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, impedido de se recandidatar por ter atingido o limite de mandatos. Henrique Gouveia e Melo é um dos 11 candidatos às eleições presidenciais, um número recorde. Caso nenhum obtenha mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.