A líder do PAN Inês Sousa Real votou em Lisboa e defendeu a participação dos eleitores, sublinhou a importância do cargo Presidencial para a estabilidade do país.
A porta-voz do Pessoas–Animais–Natureza (PAN), Inês Sousa Real, sublinhou hoje a importância da participação eleitoral. Afirmou que os eleitores devem votar independentemente da possibilidade de uma segunda volta nas eleições presidenciais e recordou o papel do Presidente da República na estabilidade do país.
«Independentemente de as pessoas saberem que existe a possibilidade de haver uma segunda volta, que não deixem de sair para ir votar, porque estamos a decidir aquilo que vão ser os próximos anos, um papel — o mais alto papel da nação — que diz respeito a todos e a todas ao nível da nossa qualidade de vida», afirmou a deputada única do PAN.
Inês Sousa Real exerceu o direito de voto esta manhã, pelas 11h20, na Escola Básica de Telheiras, em Lisboa.
A líder do PAN destacou a relevância institucional do cargo de Presidente da República e frisou que este tem um papel determinante na estabilidade do país, não se limitando à representação externa, num contexto marcado pela instabilidade geopolítica.
A candidata salientou ainda a importância da adaptação dos boletins de voto em braile, referindo que este mecanismo permite a participação das pessoas com deficiência visual no processo eleitoral.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, impedido de se recandidatar por ter atingido o limite de mandatos. A eleição conta com 11 candidatos aceites, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Caso um dos concorrentes obtenha mais de metade dos votos validamente expressos, será eleito já hoje chefe de Estado. Se tal não acontecer, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro, entre os dois candidatos mais votados.
Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Deste total, 218.481 eleitores recenseados no território nacional, incluindo o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que decorreu no passado domingo.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.