A direção regional de Faro do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exige a imediata resolução de todos os problemas dos profissionais que trabalham na ULS Algarve.
Os enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve começam o novo ano a exigir «respostas imediatas e a resolução de problemas que se arrastam há anos».
Uma das principais reivindicações é a regularização da contabilização de pontos para progressão na carreira, além o pagamento de retroativos (ao abrigo do Decreto-Lei 80-B/2022), e a aplicação do chamado «acelerador de progressões», com efeitos retroativos a janeiro de 2024.
Segundo o SEP continuam também por resolver atrasos na avaliação de desempenho, que condicionam as progressões, e o pagamento de retroativos desde 2018, bem como de horas extraordinárias, folgas e feriados trabalhados, alguns dos quais estão pendentes desde 2012.
O sindicato quer ver resolvidos os «problemas na organização do serviço de urgência pediátrica em Faro» e o incumprimento do regulamento de horários, algo que limita o acesso às horas previstas na lei para formação contínua.
A todas estas questões acresce a alteração à grelha salarial da Carreira de Enfermagem que prevê retroatividade a novembro de 2024.
Os enfermeiros da ULS Algarve afirmam que 2024 «foi um ano de má memória», marcado pela ausência de soluções e pelo aumento das dívidas acumuladas pela instituição.
Para já, está marcada para 8 de janeiro uma reunião com a enfermeira diretora, após a qual será solicitada uma audiência com à recém-nomeada administração da ULS Algarve.
«Certo é que os enfermeiros exigem respostas no imediato e o pagamento de todas as verbas em divida», afirma o SEP em nota enviada às redações.