O seminário de Inteligência Emocional nas Escolas, em Albufeira, juntou diversos profissionais para discutirem uma melhor gestão das emoções.
O Auditório Municipal de Albufeira esgotou a lotação de lugares no seminário de Inteligência Emocional denominado «Inspira-te», ocorrido a 25 de janeiro.
A maioria dos participantes era proveniente da área da docência e a estes coube créditos no âmbito da sua formação profissional.
O seminário foi organizado pela Câmara Municipal de Albufeira no âmbito do «Projeto SER», em parceria com o CFAE – Centro de Formação de Associação de Escolas de Albufeira, Lagoa e Silves, com o objetivo de dar resposta a situações já generalizadas de comportamentos nas escolas que indiciam a urgência de uma melhor gestão das emoções.
A moderar os trabalhos esteve a apresentadora de televisão Fátima Lopes, que também se dedica ao estudo e formação na área da Inteligência Emocional.
«Uma estratégia emergente na educação emocional não passa por criar uma nova disciplina, mas antes mesclar lições sobre sentimentos e relações interpessoais com outros tópicos já ensinados. Esta alfabetização emocional disfarçada, como referiu em 1995 o perito desta área, Daniel Goleman, pode ser um bom começo para ajudar os alunos a terem uma melhor autoconsciência e regulação emocional que lhes permita gerir melhor a ansiedade, o stress ou a pressão dada pela carga académica, pela pressão nas redes sociais e pelas relações interpessoais», referiu José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira.

Por sua vez, Cláudia Guedelha, vereadora responsável pela área da Educação, é da opinião que «a inclusão da educação emocional é determinante na construção de uma vida plena. O desafio é ensinar empatia na escola, construir um clima acolhedor e empático, numa ética relacional focada no respeito e na escuta, ou seja, um lugar de inclusão».
A apresentar resultados de «estudos de caso» e de investigações estiveram diversos especialistas, desde académicos a psicólogos, nomeadamente: Teresa Andrade, doutorada em Psicologia Clínica; David Sousa, especialista em Inteligência Emocional, Felicidade e Bem-estar Organizacional; Manuela Queirós doutorada em Inteligência Emocional; Mikaela Övén, especialista em Desenvolvimento de Competências pela Universidade de Malmö (Suécia) e facilitadora certificada pela Family Lab (Suécia), bem como Instrutora de Mindfulness certificada.
De salientar ainda as presenças de Daniela Marto, autora de livros infantis na área de meditação e mindfulness para criança e jovens, com formação em Coaching, PNL e Disciplina Positiva em Sala de Aula, Sabino Soares; criador do Programa Bkind (Mindfulness); Dulce Gonçalves, doutorada em Psicologia da Educação; Sérgio Brandão, doutorado em Psicologia da Educação; Mara Guerreiro, autora do projeto Empatiza-TE (Inteligência Emocional, Inclusão e Bem-estar) e Sandra Diogo, docente no Instituto Manuel Teixeira Gomes (ISMAT) na área da Psicologia da Linguagem e Psicologia Escolar e da Educação.
De notar ainda as intervenções de Eugénia Cabral, docente e autora de um curso de formação profissional em ioga e meditação para crianças, Marta Cunha, docente e voluntária no Centro de Apoio aos Sem-Abrigo (C.A.S.A.) de Albufeira e Anabela Mesquita, professora de Filosofia e Psicologia na Escola Secundária de Albufeira, com funções de coordenadora da Sala de Estudo e de Projetos.
Este seminário, tendo começado com um teor mais empírico no enquadramento acerca da inteligência emocional e a sua abordagem científica (conceito e aplicação), foi também palco de discussão e de sugestão de métodos para chegar à gestão emocional, utilizando ferramentas e técnicas, para crianças e adultos.
O encontro entre a família e a escola e a importância crescente de se caminhar na parentalidade de forma atenta, observando os comportamentos e reações entre todos os elementos do sistema familiar, para uma melhoria do bem-estar emocional e mental das crianças e jovens, foram também matérias analisadas, bem como os comportamentos emocionais de pais e educadores nos seus relacionamentos com os seus educandos.
No final, todos se sentiram «inspirados» a ter em conta a importância da gestão das emoções no dia-a-dia da comunidade escolar.
