A edição de 2015 da Code Week EU (Semana Europeia da Programação) já tem agendados mais de 3400 eventos em toda a Europa. Esta iniciativa, que vai na terceira edição, realiza-se entre os dias 10 e 18 de outubro, em simultâneo por toda a europa, e pretende envolver milhares de crianças, pais, professores, empresários e decisores políticos em eventos relacionados com a aprendizagem da programação.
O objetivo é dar mais visibilidade à programação, desmistificar as competências neste domínio e motivar mais pessoas a experimentar e a aprender a programar.
A participação das mulheres na escolha de carreiras técnicas é também um motivo de preocupação. O ensino da programação deve ser encarado como uma forma de promoção da igualdade de género na escolha de carreiras profissionais na área tecnológica.
Durante uma semana milhares de crianças, jovens e adultos vão ter contacto, experimentar e aprender com a programação. Em Portugal estão previstos 40 eventos, que irão envolver cerca de 2000 pessoas.
Para o Embaixador Português da iniciativa, Bruno Ferreira, «a adesão crescente desta iniciativa comprova que a sociedade está sensibilizada e motivada com a importância da programação e justifica a necessidade de implementação de estratégias que possam responder aos desafios que a rápida evolução da tecnologia nos apresenta».
«A nossa forma de trabalhar, comunicar, fazer compras e pensar alterou-se radicalmente. Para fazer face a estas mudanças e compreender o mundo que nos rodeia, precisamos não só de perceber o modo como funcionam as novas tecnologias, mas também de desenvolver as competências e capacidades necessárias para nos podermos adaptar a esta nova era. Aprender a programar ajuda-nos a perceber como o mundo funciona, a desenvolver ideias e a fazer coisas, tanto para fins profissionais como lúdicos. Além disso, torna-nos mais criativos e permite-nos colaborar com pessoas apaixonantes, independentemente de estarem perto de nós ou espalhadas por todo o mundo».
Atualmente, 90% das profissões já exigem algumas competências em tecnologias da informação e das comunicações (TIC).
«A procura de profissionais das TIC, que são atualmente um pilar fundamental da mão-de-obra em qualquer setor da economia europeia, tem vindo a aumentar a um ritmo anual de 3%. O número de licenciados em informática não tem acompanhado esta procura. Consequentemente, apesar do elevado nível de desemprego na Europa, muitos lugares para informáticos estão por preencher. Se não fizermos face a este problema a nível europeu e nacional, poderemos deparar-nos com uma escassez de cerca de 825 000 informáticos em 2020», conclui.
Todos os eventos podem ser consultados em http://www.codeweek.eu