A Quinta Alma, em Aljezur, permite desconectar da realidade, criar uma ligação única à natureza e investir no crescimento pessoal.
Joana Gorjão e Mário Silva trocaram a capital do país por um refúgio escondido em Aljezur, que intitularam de Quinta Alma, onde vivem há sete anos e recebem todos os que partilham o seu gosto pela natureza.
A vontade de ter diariamente este contacto mais próximo levou a que fundissem os seus sonhos e se dedicassem a um mundo completamente novo para ambos.
Desde 2017 que vivem «na natureza, com a natureza e para a natureza», numa quinta ecológica com um ambiente íntimo e privado, a apenas poucos quilómetros da vila de Aljezur.
Proporcionam uma experiência completamente diferente do que em qualquer outro espaço de turismo rural, impulsionada pela proximidade com a terra e com as pessoas.
Para além da horta biológica com um laboratório ecológico e de regeneração humana, os proprietários focam também a sua atenção na «autoeducação para viver uma vida regenerativa e com sentido».

Inspirados por tudo o que está ao seu redor, Joana, com experiência na área da Comunicação, Eventos, Moda e Recursos Humanos, e Mário, em Consultoria, Gestão Financeira e de Marketing e Empreendedorismo, tentam transmitir a sua essência e admiração pela beleza da natureza.
Fazem-no tanto através da sugestão de práticas sustentáveis como da liberdade que dão a cada hóspede para «expandir a sua alma». As suas intenções genuínas são corroboradas por um espaço singular que nos transporta para um ambiente de paz e harmonia.
Do muito que viajaram, pelos diversos continentes, o casal percebeu que Portugal «tem ainda muito para explorar» e concluiu que «não precisamos de sair do país para ter uma experiência incrível e única». Por vezes, «procuramos fora o que podemos encontrar cá dentro», comentou Joana.
Já tinham estado de férias em Aljezur e, mesmo não tendo sido por muito tempo, conheceram pessoas que, sem saber, influenciaram esta mudança. Na altura de tomar decisão, fizeram uma espécie de «mapa mental», como lhe chamam, em que assinalaram a área desde Odemira à Carrapateira e foram explorando as suas opções.
No final de 2015, com um bebé de ano, uma criança de quatro e dois gatos, deixaram «tudo para trás» e focaram-se em encontrar um sítio onde pudessem ser felizes e sustentáveis.
Foram recebidos de braços abertos e com entusiasmo pelos locais, por apreciarem as qualidades do património e, por isso, dedicaram-se a aprender com «gente da terra» e a criar um alojamento que permite esquecer a azáfama de viver na cidade.
Não só existe a possibilidade de se conectar com o meio ambiente sozinho e de dormir num shelter extremamente acolhedor como de eleger um dos programas da Quinta Alma, entre os quais Bonding and Learning (Criação de laços e Aprendizagem); Healing and Developing (Cura e Desenvolvimento) e Regenerative Living Space (Espaço de Vida Regenerativo).
Os três proporcionam uma estadia distinta, como viver em comunidade, integrar um retiro em grupo ou aprender sobre permacultura, respetivamente.
Esta é a base da Quinta Alma, um sistema de práticas agrícolas e sociais cujo planeamento baseia-se na simulação de características de ecossistemas naturais e, como tal, entre dezembro e março, o espaço encontra-se fechado ao público.
Nestes meses, é dado lugar a um processo regenerativo e evolutivo, com uma parte ambiental e social, coordenado pela Alma com Alma, uma organização sem fins lucrativos criada por Joana e Mário.
Ao longo deste período, um grupo de voluntários, estudantes de Erasmus, estagiários e nómadas digitais, vivem e trabalham em conjunto, explorando atividades e partilhando conhecimento.
Também durante o ano, há estagiários de diferentes universidades e estudantes de Erasmus a passar pela quinta, pelo seu interesse em agroecologia ou eco turismo. O objetivo é aprender a viver uma vida «mais equilibrada e sem rede» e, em simultâneo, desenvolver bases sobre sustentabilidade e enraizamento humano.
Daí, a promoção da reeducação e experimentação de culturas regenerativas bem como a relação do Homem com a Natureza. «Como aqui estamos muito expostos aos elementos naturais, os nossos visitantes procuram essa conexão,» explicou Joana.
Para realizar esse trabalho interior nada melhor que respirar ar puro e descansar nos abrigos que cativam qualquer um. Para ficar sozinho ou em casal, the Grand Teepee ou Romantic Mountain são perfeitos, caso venha em família ou com amigos pode optar pelo Superior Safari, que acomoda até quatro pessoas, ou pelo Alma Shelter, que pode ter até seis.
Todos incluem a opção de pequeno-almoço com produtos locais e há uma cozinha exterior que pode ser usada ao longo do dia. «O nosso objetivo é que as pessoas estejam o mais confortável possível,» partilhou Joana.
«Esta é a nossa casa e nós abrimos as portas a todos os que nos visitam», acrescentou. Em comum, os abrigos têm elementos rústicos, uma decoração simples e alegre e ainda uma vista panorâmica das montanhas ao redor.
Todos são feitos a partir de materiais naturais e, apesar de passarem despercebidos, é o Alma Shelter que mais chama à atenção, por ter a forma da letra A, «celebrar a natureza inspiradora da Alma» e pela sua abordagem mais contemporânea, feita com um toque sofisticado.
A ideia de Joana de construir «casas nas árvores» aliada à paixão de Mário pela construção resultou numa mistura perfeita que transparece tudo o que já viveram e os marcou, dentro e fora de Portugal, como a simplicidade com que vivem e homenageiam a natureza.
Como tal, o desenho dos abrigos foi pensado por ambos e, enquanto ele foi responsável pela parte técnica e arquitetónica, ela dedicou-se aos detalhes.
«Fazemos uma grande equipa, cada um com os seus talentos,» concluiu Joana ao acrescentar que na Quinta Alma todos têm oportunidade de ter «uma experiência muito especial» enquanto se reconectam com a natureza e se sentem «no meio de uma autêntica floresta mediterrânica».
Este local, que dispõe de um terreno de 45 hectares, é indicado tanto para casais como famílias e grupos, e para diversas atividades seja trabalhar, conviver, aprender ou simplesmente relaxar.
Existem espaços para convívio e programas de grupo, como o deck onde se realizam aulas gratuitas de yoga três vezes por semana, no verão, ou o local onde se pode tomar o pequeno almoço com buffet vegetariano.
Atualmente, é ainda disponibilizado o curso intensivo de permacultura, que decorre ao longo de 12 dias, com atividades de manhã ao final do dia e, estão a ser preparados diversos workshops para adultos e crianças, a decorrer num futuro próximo.










