Quercus já distribuiu 1,7 milhões de árvores autóctones a quase 200 municípios portugueses através do projeto Floresta Comum.
A associação ambientalista Quercus assinala o Dia Internacional das Florestas e o Dia Mundial da Árvore, celebrados a 21 de março, com um balanço do projeto Floresta Comum — uma iniciativa de promoção da floresta autóctone que, desde 2012, já reflorestou terrenos públicos e comunitários (baldios) em todo o território continental.
Atualmente na 15.ª edição, o Floresta Comum apoiou mais de 840 ações de reflorestação em quase 200 municípios. Cerca de 40% destas iniciativas ocorreram em áreas ardidas e 30% em áreas classificadas. Na época atual (2025/26), o projeto recebeu 68 candidaturas e atribuiu 106 mil árvores.
A Quercus considera a iniciativa «uma alternativa sólida» para responder à destruição florestal causada pelas tempestades de janeiro e fevereiro, que afetaram vários municípios do país.
As plantas são disponibilizadas através de uma Bolsa Nacional de Espécies Florestais Autóctones, constituída anualmente com sementes exclusivamente portuguesas, incluindo carvalhos, sobreiros, azinheiras e freixos.
As plantas são fornecidas pelos quatro viveiros do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Podem candidatar-se ao projeto, entre julho e setembro, através do site, três tipos de iniciativas: projetos florestais e de conservação da natureza e recuperação da biodiversidade, que representam cerca de 70% das candidaturas; projetos educativos (18%); e projetos para parques urbanos (12%).
Mais de 65% das ações de reflorestação apoiadas contaram com forte participação da comunidade local e escolar, mobilizando várias centenas de milhares de voluntários.
Nos últimos três anos, o projeto reforçou a sua atuação com a iniciativa Aldeias Suber Protegidas, que prioriza a plantação em áreas florestais próximas de aldeias para aumentar a sua resiliência face aos incêndios.
No âmbito desta iniciativa foram plantadas cerca de 20 mil árvores em aproximadamente 30 hectares, com o envolvimento direto de cerca de 500 voluntários e várias dezenas de sapadores florestais.
Em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), foram também organizadas quatro ações de formação sobre recolha de sementes florestais, que deram origem a uma bolsa nacional de 80 coletores de sementes autóctones.
Segundo a Quercus, apostar em espécies autóctones traz várias vantagens ecológicas, sociais e económicas, incluindo maior adaptação às condições locais, maior resistência a pragas e doenças, maior resistência a incêndios e maior resiliência face às alterações climáticas.
O projeto Floresta Comum resulta de uma parceria entre a Quercus, o ICNF, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a UTAD.
A iniciativa é parcialmente financiada pelo projeto Green Cork, dedicado à reciclagem de rolhas de cortiça com o apoio da Amorim, e tem a REN — Redes Energéticas Nacionais como mecenas principal.
Foto: Bruno Filipe Pires