A aprovação do Hospital Central do Algarve em Conselho de Ministros é vista pelo PSD Algarve como a passagem das promessas aos atos.
O PSD Algarve saudou o avanço do processo do Hospital Central do Algarve, aprovado em Conselho de Ministros, classificando-o como um passo concreto após décadas de promessas não cumpridas e apontando um investimento estrutural de cerca de 420 milhões de euros.
No documento, a estrutura regional do partido refere que a decisão inclui a abertura de concurso, a repartição dos encargos de financiamento, a nomeação do júri e a celebração de protocolos com os municípios e a Universidade do Algarve (UAlg), considerando estes atos parte integrante da execução da obra.
De acordo com o PSD Algarve, o novo hospital foi projetado para estar concluído num horizonte de seis a sete anos e deverá dispor de mais de 702 camas, 18 salas de bloco operatório, 74 gabinetes de consulta, 10 salas de parto e 80 postos de hospital de dia, além de equipamentos como três TAC, três ressonâncias magnéticas, um PET-CT e uma câmara gama.
O partido aponta ainda o reforço das unidades de cuidados intensivos e intermédios e a capacidade para atrair e fixar profissionais de saúde, sublinhando a articulação com o curso de Medicina da UAlg.
Paralelamente, o PSD Algarve defende a adoção de medidas imediatas para responder às necessidades atuais da região.
Entre elas, destaca o lançamento de cinco Unidades de Saúde Familiar de tipo C, que, segundo o partido, deverão garantir médico de família a mais de 50 mil pessoas, a aquisição de um equipamento PET para assegurar autonomia regional no diagnóstico oncológico e a requalificação do bloco operatório de Faro, inaugurada recentemente.
No comunicado, a estrutura regional critica o Partido Socialista (PS), acusando-o de décadas de inação relativamente ao hospital e rejeitando as críticas atuais ao processo em curso. Estas posições são apresentadas como leitura política do partido sobre o historial do projeto.
Citado no documento, o presidente do PSD Algarve e deputado, Cristóvão Norte, afirma que o hospital deve simbolizar «a recuperação da confiança na política» e defende que o Algarve deixe de estar «na fila de espera do país».