PSD Algarve critica declarações da socialista Jamila Madeira e reafirma o compromisso com o novo hospital central e as novas USF no Algarve.
O Partido Social Democrata (PSD) Algarve acusa o Partido Socialista (PS) de «faltar à verdade» e de ter «faltado à palavra com os algarvios» no que diz respeito à área da saúde.
Esta posição surge após a demissão da diretora do Serviço de Oncologia da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, Ana Varges Gomes, e do subsequente comunicado do PS sobre a situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região.
Em nota enviada às redações, os social-democratas contestam as declarações da cabeça de lista do PS, Jamila Madeira, «cujo histórico enquanto secretária de Estado da Saúde lhe confere escassa autoridade para se manifestar».
«Diz que se desistiu do centro oncológico, o que não é verdade».
O PSD sustenta que o projeto foi integrado no novo hospital do Algarve, cuja construção está prevista arrancar até ao final do ano.
«O PS teve muitos anos para fazer uma coisa ou outra, ou as duas, e não fez nenhuma», afirma o partido laranja.
O PSD critica ainda a promessa da candidata socialista de realizar obras nos centros de saúde através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), lembrando que o programa termina no próximo ano e exige que todas as obras estejam concluídas até esse prazo.
«Sem projeto, sem candidaturas apresentadas, sem concursos, como tal se faria?», questionam os social-democratas, acusando o PS de estar «tomado pela febre eleitoral» e como tal, «só isso pode justificar tamanhos devaneios».
Sobre o centro oncológico, os social-democratas referem que este deveria estar pronto no final de 2024, mas que, em março desse ano, quando o governo mudou, «não tinha terreno, não tinha terreno apto, nem tinha financiamento garantido».
Na mesma nota, o PSD Algarve garante que o novo governo está comprometido com «um caminho difícil» para melhorar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região, apontando como prioridades o arranque do novo hospital, o reforço das condições do curso de Medicina, a criação de cinco novas Unidades de Saúde Familiar (USF) de tipo C e a redução em 75% do número de utentes sem médico de família.
Sobre a demissão de Ana Varges Gomes, os social-democratas consideram tratar-se de uma «decisão técnica», baseada na «confiança e avaliação feita pelo conselho de administração» da ULS Algarve, e garantem que não vislumbram «qualquer indício de que tenha um intuito persecutório, que obviamente repudiaríamos».