Nuno Júdice foi o «poeta português contemporâneo mais reconhecido internacionalmente», assim como «o mais traduzido e premiado», aponta o Partido Socialista (PS) em nota de pesar pela morte do algarvio.
O Partido Socialista (PS) lamentou hoje a morte do poeta Nuno Júdice, considerando que deu «um inestimável contributo para a promoção e projeção da literatura portuguesa» e deixa uma «vasta obra poética, singular e inovadora nos matizes e na linguagem».
Em comunicado, o PS destaca que Nuno Júdice, que morreu este domingo aos 74 anos, foi o «poeta português contemporâneo mais reconhecido internacionalmente», assim como o «mais traduzido e o mais premiado».
«Foi distinguido com o prestigiado prémio ibero-americano Rainha Sofia e recebeu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, entre muitos outros prémios, distinções e condecorações, nacionais e estrangeiros», refere em comunicado publicado no Facebook.
O partido salienta que Nuno Júdice se estreou com o livro «A noção de poema», editado em 1972, e construiu, desde então, «uma vasta obra poética, singular e inovadora nos matizes e na linguagem, reflexiva e irónica».
«Nuno Júdice deixa um legado literário e cultural que vai muito além da obra poética. Ensaísta, tradutor, ficcionista, foi também professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, até à sua aposentação em 2015», sublinha.
O PS refere ainda que Nuno Júdice foi diretor da revista «Colóquio», da fundação Calouste Gulbenkian, e conselheiro cultural da embaixada de Portugal em Paris entre 1997 e 2004.
«Em todas estas funções deixou a sua marca de qualidade e deu um inestimável contributo para a promoção e projeção da literatura portuguesa», salienta ainda.
O PS manifesta «o seu profundo pesar pelo falecimento de Nuno Júdice, prestando-lhe homenagem e transmitindo à sua família, em especial à sua mulher, Manuela Júdice, e aos filhos, Filipe, Joana e André, as mais sentidas condolências».